Prefácio
"Dramática. Porque fazer drama, é um dom de poucos." Bem, no prefácio eu poderia apenas deixar essa frase curta, mas que significa muito. Sim, eu sou bem dramática. Mas não. Eu poderia pedir pro Papa escrever o prefácio da minha biografia. Mas não, ele ia apenas dizer: "Você é filha de Deus. O mundo inteiro é vosso irmão."
Mas eu não iria me contentar com isso. Prefiro eu mesma escrever o prefácio da minha biografia. Quem é a Laura? Ou melhor, quem sou eu? Será que um dia eu vou mudar o mundo? Oh, infelizmente não posso prever o futuro, mas posso escrever o presente. Eu não sei se quero mudar o mundo. Eu apenas quero marcar a vida das pessoas. De um modo positivo, é claro.
Mas pensando bem, a gente marca a vida das pessoas de uma forma negativa também. Eu ainda posso não saber quem sou eu mesma, porque estou me conhecendo a cada dia. Mas uma coisa eu posso afirmar. Eu sou fora do comum! Você nunca viu alguém que fique bêbada com coca cola. Ao menos que me conheça. Sim, eu fico bêbada com coca cola. E também tenho muitas bizarrices que aconteceram e acontecem na minha vida.
Mas tudo isso, meus defeitos, qualidades, sonhos, medos, você irá descobrir se começar a virar essa página e ler toda a minha biografia. Depois, conversamos de novo e você me diz o que achou de mim e da minha vida. Combinado?
O início de tudo
Bem, tudo começa com um começo, e se pensar bem, o começo da minha história são meus pais. Ou melhor, os pais dos meus pais. Ah, tá, vamos simplificar: a família da minha mãe são todos de origem gaúcha. E a do meu pai, é de origem paranaense. Mas eu sinceramente, detesto ir para o Paraná, e amo ir para o Rio Grande do Sul, porque eu nasci lá, e os meus primos, tios, tias, dindos, dindas, vovô e vovó preferidos são de lá.
Minha mãe e seu irmão, Pablo, em 1974.
Minha mãe e o Zagor em 1987.
Sinceramente, não sei por que eu não gosto do Paraná, deve ser porque tenho primas lá, e toda vez que vou visitá-los, os "tios" ficam me comparando, Ah, quer saber? Dá uma raiva imensa dentro de mim. Mas voltando: minha mãe, Estela nasceu no Paraná, mais especificamente em Curitiba, no dia 13 de fevereiro de 1969. Mas ela passou praticamente a infância e adolescência inteira no Rio Grande do Sul (Santo Ângelo).
Meu pai, José Roberto, também nasceu no Paraná, mas em Arapongas, no dia 29 de maio de 1965. Meu pai é o 2º filho de 6, é, uma família realmente grande. Minha mãe tem um irmão, o Pablo, na verdade, o meu dindo/tio Pablo. (risos). Ele é seis anos mais velhos que ela, e quando eram menores, como irmãos comuns, brigavam e se batiam demais. Tanto que hoje, eles têm milhares de histórias pra contar, do que acontecia com eles.
Sem dúvidas vocês devem estar se perguntando: ah, como o José conheceu a Estela? (ninguém chama meu pai de José, todo mundo o chama de Baiè, porque é o sobrenome, mas vou colocar José, pra ficar diferente) Meu pai era do exército, e em 1986, foi transferido para Santo Ângelo, onde minha mãe morava. Então, eles acabaram se conhecendo. Mas não foi aquela paixão a primeira vista, minha mãe namorava um amigo do quartel do meu pai.
Nisso eles se conheceram. No começo eles eram só amigos. Passou um tempo, e eles não se viram mais. Meu pai ressurgiu numa época que minha mãe não estava mais namorando. Então, se conheceram mais ainda, e então meu pai pediu minha mãe em namoro. Minha vó não queria que minha mãe ficasse com meu pai, porque ele era pobre (tá, ele não era pobre, mas não era riiiiiiico). Ela já tinha arranjado alguém rico e bonitão pra minha mãe, mas ela quis ficar com meu pai.
Meu pai fez de tudo pra conquistar a confiança da sogra, encarou diversos desafios como tomar uma sopa de leite (ah, que nojo) e pintar a casa da minha vó num frio gaúcho em pleno inverno. Conseguiu conquistar a confiança dela. Depois de um ano de namoro, veio o noivado (24 de dezembro de 1989), e claro, depois veio o casamento (24 de novembro de 1990).
Recém Casados
A vida de recém casados é aquele mar de rosas. Meus pais casaram, mas não fizeram lua de mel. Mudaram-se para um apartamento que meu avô deu para eles. O apartamento era confortável e aconchegante para duas pessoas. Moravam na Rua Sete de setembro, no apartamento 171. Na frente tinha uma sorveteria, e o prédio era em uma esquina. Era um lugar bem movimentado, com um comércio ativo.
Logo abaixo do prédio, tinha a loja do meu avô, Ferramentas Germânicas. Meu pai e minha mãe trabalhavam lá. Meu avô era muito famoso e respeitado em Santo Ângelo. E era muito rico. Ele até hoje ainda é conhecido e respeitado, mas não é mais tão rico ainda.
Naquele apartamento, quem vivia direto com eles era o Matheus, um dos meus primos, o mais velho, que hoje tem 19 anos. Ele é muito lindo. Mas deixando os elogios de lado, o Matheus tava lá sempre, porque além de ser afilhado e sobrinho dos meus pais, minha tia e meu tio passavam trabalhando. Ele adorava ficar na casa de meus pais, e acho que isso até era bom, pra eles treinarem como ser papai e mamãe, para quando eu nascesse.
Minha mãe já tinha feito uma faculdade de pedagogia, e quando ela estava no terceiro ano de Direito, ela ficou grávida de mim. Meu pai aproveitava enquanto não era papai, para ir pescar com meu avô e meu dindo, digo, tio.
(Nota: O texto continua narrando o nascimento e cuidados iniciais) ...de ter que acordar no meio da noite pra me eu mamar. E eu não chorava, berrava. Ainda teve uma época que eu tive refluxo. Mas depois, tudo ficou bem.
Ah, não posso esquecer esse detalhe: quando dindo Miollo e dinda Miolla foram me visitar no hospital, adivinha o que eles me deram de presente: deram o enxoval INTEIRINHO do Grêmio pra minha idade. Blusinha, toalhinha, bolinha, meia, enfim TUDO! Meus primos, o Rafa e o Matheus também foram me visitar. O Rafa é só três meses mais velho que eu, ou seja, temos a mesma idade. A gente meio que cresceu junto.
Logo após meu nascimento, meus pais continuaram a faculdade de Direito, e a trabalharem. Por isso eu precisava ficar com uma babá. Então até os dois anos de idade eu ficava com duas babás. Uma era uma moça de 17 anos, baixinha, gordinha e morena. O nome dela era Denise. Ela cuidava de mim durante o dia, enquanto meus pais iam para o trabalho. E a outra se chamava Isolda, mas eu até hoje a chamo de Tia Isolda. Ela cuidava de mim de noite, enquanto meus pais estudavam. Minha mãe acabou a faculdade em 1997, e meu pai um ano depois, 1998. Depois disso eu fui para escolinha, em meio período. Mas nunca perdemos contato com a Tia Isolda, pois ela era nossa vizinha.
Bebê a bordo
Minha mãe ficou grávida. Foi uma felicidade só! Depois de cinco anos de casamento, eles iam ter um filho! Imagine: ganhar um filho e se acostumar com uma nova rotina não deve ser nada fácil. E eu ainda fui um pouco apressadinha para nascer. Era para eu nascer em janeiro de 1996, mas, apressada, nasci antes, com oito meses.
Então, numa segunda-feira, em Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, no dia 18 de dezembro de 1995, eu vim ao mundo! Era um dia quente, muito quente, extremamente quente. Pelo jeito, era o dia mais quente de todo dezembro. Minha mãe teve que fazer cesariana. Às 18h30, eu chorei pela primeira vez. O parto inteiro deu certo, sem nenhuma complicação. Depois de três dias, voltamos para casa.
Geralmente são as mães que ficam com depressão pós-parto. Mas isso aconteceu com meu pai. A partir daquele dia, ele tinha uma criança, uma filha para criar. E ficava pensando se ia conseguir me sustentar. No começo, imagine como eles estranhavam de ter que acordar no meio da noite para me dar de mamar. E eu não chorava, eu berrava! Ainda teve uma época em que eu tive refluxo. Mas depois, tudo ficou bem. Ah, não posso esquecer esse detalhe: quando o dindo Miollo e a dinda Miolla foram me visitar no hospital, adivinha o que eles me deram de presente? Deram o enxoval inteirinho do Grêmio para a minha idade: blusinha, toalhinha, bolinha, meia... enfim, tudo!
Meus primos, o Rafa e o Matheus, também foram me visitar. O Rafa é só três meses mais velho que eu, ou seja, temos praticamente a mesma idade. A gente meio que cresceu junto.
Logo após meu nascimento, meus pais continuaram a faculdade de Direito e a trabalhar. Por isso, eu precisava ficar com uma babá. Então, até os dois anos de idade, eu ficava com duas babás. Uma era uma moça de 17 anos, baixinha, gordinha e morena. O nome dela era Denise. Ela cuidava de mim durante o dia, enquanto meus pais iam para o trabalho. A outra se chamava Isolda, mas até hoje eu a chamo de Tia Isolda. Ela cuidava de mim à noite, enquanto meus pais estudavam.
Minha mãe terminou a faculdade em 1997, e meu pai um ano depois, em 1998. Depois disso, eu fui para a escolinha, em meio período. Mas nunca perdemos contato com a Tia Isolda, pois ela era nossa vizinha.
Batizado, 1 aninho e festas
Comecei a engatinhar com 10 meses. E dei meu primeiro passinho aos 11 meses. E a minha primeira palavra foi PAPAI, para o desgosto da minha mãe.
Com tudo isso, veio o batizado. Eu fui batizada dia 7 de abril de 1996 (era um domingo de páscoa), em uma igreja luterana. O pastor que fez meu batizado já faleceu. Ficou certo que meus padrinhos seriam: Laís e Pablo Korb, Adriane e Ênio Miollo (por isso dindo e dinda). Eu tive sim uma grande festa de um aninho. Meu pai, para fazer a festa chegou a trabalhar vendendo "lona" na estrada. Foi uma ótima festa.
Mas justo no dia do meu aniversário tinha o jogo do Grêmio do Campeonato Brasileiro. Dindo Miollo (aquele, que me deu o enxoval inteirinho do grêmio) é gremista roxo. E a maioria dos convidados também era. Levaram uma televisão para o meu aniversário, e dividiram a festa. Os homens foram tudo para uma salinha, junto com as cervejas e com milhares de bandeiras do Grêmio. E as mulheres e crianças ficaram no salão, meio desapontadas com a atitude dos maridos, mas conversando. No final o Grêmio ganhou, e foi uma gritaria só! Fico feliz pelo meu time amado ter ganhado bem no dia do meu aniversário.
Depois do um aninho, vieram os dois aninhos, os três aninhos. Peguei o gosto para as festas. Ainda tinha as festas da escola, aquelas dos dias dos pais, das mães, do dia das crianças. Acho que quando éramos pequenos era só festa. Minha rotina então era: escolinha, casa, comer, diversão, dormir. E no outro dia tudo de novo. Sem contar os finais de semana de churrasco na casa da minha avó e do dindo Pablo. Então eu sempre via o Rafa e o Matheus, o Pietro e a Paulinne. Agora vocês se perguntam: quem são o Pietro e a Paulinne? Bem, são os filhos do tio Beto, primo da minha mãe. Eles (minha mãe e Tio Beto) também cresceram juntos. O Pietro é o mais velho, ele agora deve ter uns 13 anos. E a Paulinne vai fazer 12. Então, se tu fores pensar, nós nos víamos TODO final de semana. Crescemos praticamente juntos, comendo churrasco e tomando chimarrão. Aliás, todos aqui são gremistas! (risos).
Desastrada desde pequena
Bem, mas meu círculo social não era só meus primos e família. Eu tinha muitos amigos aonde eu estudava. Eu estudava na Pinguinho de Gente. Lembro de alguns nomes de amigos meus: Gabriela Minin, Matheus Piscinin, Laura da Luz, Pedro, e o Mathes Gueller. Esse último venha ser um dos mais importantes, porque também venha ser o primeiro garoto que eu gostei. Ele não era tão bonito assim, talvez hoje possa estar maravilhosamente lindo, mas como vou saber? Ele também gostava de mim, e a gente se trocava cartões de natal. Nossos pais achavam uma fofura.
E eu desfilei com o Pedro pela Lilica Ripilica. Desfilamos de mãozinhas dadas. Acho que eu também gostava dele. Eu adorei aquele dia que desfilamos. Um dia queria ser modelo, no outro queria ser veterinária. E por aí vai.
Também tinha outra amiga fora do círculo familiar e escolar. A Aninha, que praticamente eu a vi nascer. Ela é filha de um casal de amigos do meu pai. Eles têm uma escola de inglês. Aliás, eu posso afirmar; na minha opinião é a melhor escola de inglês de Santo Ângelo. A gente nunca perdeu contato. Às vezes ela está online no MSN e eu já vou puxando assunto. Nas férias de 2006, passamos juntas em Canavieiras - SC.
Bem, como eu tinha um círculo de amigos muito ativo, eu gostava de liderar todos! (risos) E como crianças brincam demais, caem e se machucam demais, ainda mais se fossem desastradas que nem eu. Eu sou assim até hoje, mas tudo bem. Eu me machucava demais, me cortava, meus joelhos eram roxos e cheios de cicatrizes. E eu era arteira demais. Teve uma vez que minha mãe estava no telefone com meu pai, e ele estava na estrada. Ela iria brincar comigo logo que fosse desligar o telefone. E eu comecei a brincar nos braços do sofá, de me embalar. Numa dessas fui com tudo de cara no chão. Meus dentes da frente ficaram pretos! Mas eles voltaram ao normal. Fomos ao médico, minha boca ficou toda cortada e inchada. Foi horrível.
E também uma vez na casa do Pietro e da Paulinne, tinha um balanço de ferro branco, daqueles bem pesados. O Pietro estava balançando, e eu sem querer me meti na frente, e então, POOOW. Fiz um corte abaixo da sobrancelha esquerda. Tenho a cicatriz até hoje. Meus pés também sofriam demais com os machucados! (risos). Eu torcia demais os pés. Em 2000 eu fui para Santa Maria, com Tia Lise. Lá, fomos no Parque Oasis. Todas aquelas luzes me deixaram maravilhada. Lembro-me que era em uma época de Natal, pois sentei no colo do papai Noel. E teve um espetáculo em que começava a cair neve. No parque, tinha uma área de lazer para as crianças com piscina de bolinhas, pula-pula. Quando fui pular na piscina, acho que cai no meu próprio pé. Acabei torcendo ele. Foi horrível. E o pior é que iríamos continuar a viagem no outro dia. Minha mãe teve que me levar nos lugares no colo! (risos). Com tudo isso, posso concluir que fui uma criança ativa, com certeza! (risos)
Ah, na escola aonde eu estudava, a maioria das vezes eu fazia minhas festas de aniversário lá. As minhas de 3, 4 e 5 anos foram lá. E a minha primeira professora se chamava Solange. Eu gostava muito dela. Desde pequena eu já adorava um guri bonito! (risos) Tanto que desde pequena, eu tinha vários guris que eu gostava. E então desde pequena, tenho fotos com eles! (risos) E quando eu era menor eu AMAVA tirar fotos. Eu enlouquecia quando vinham aqueles fotógrafos na escola para tirar fotos. Nós tínhamos um fotógrafo: o "tio" Martinelli! Todas as minhas fotos de 0 a 5 anos são dele!
Mudança
Bem, para mim toda aquela vida em que meus amigos, primos e familiares estavam presentes era perfeita. Chimarrão e churrasco todo dia, todo final de semana. Mas meus pais queriam coisa melhor. Não queriam viver para sempre naquela mesma casa, naquela mesma vida. Queriam crescer. E queriam me dar uma qualidade de vida melhor. Então, no ano de 2000 para 2001 a minha vida mudou radicalmente. Meu pai trabalhava na empresa do dindo Pablo e do meu avô (Ferramentas Germânicas), e foi indicado por um amigo para ir trabalhar na Fujiwara, em Apucarana, no Paraná. A proposta era boa, um ótimo salário. Meu avô (Romaldo) e minha avó (Margarida) não queriam que nós nos mudássemos. Arriscamos. Antes da mudança, ainda fizemos uma festinha pro meu aniversário de cinco anos. Foi na Pinguinho de Gente mesmo. Foi meio que uma festa de despedida também.
Meu pai foi seis meses antes para Apucarana. Ficou morando seis meses em um hotel, o hotel Royali. Depois de seis meses fui eu e minha mãe para Apucarana. A primeira coisa que eu me lembro quando cheguei à rodoviária era que eu estava passando mal, desci do ônibus e vomitei. Que chegada marcante, hein? Ficamos naquele hotel em que meu pai estava morando. À noite fomos jantar no shopping. Eu me lembro que fomos ao playground e tinha um lap top de joguinhos da Pocahontas. Eu imagino que estava assustada por mudar de cidade, não ver meus primos e amigos por algum tempo. Depois de tudo resolvido, alugamos uma casa em um bairro bem tranqüilo. A nossa casa era de tijolo a vista. Tinha um pequeno gramado na frente, com uma árvore de primavera no canto do muro. Tinha algumas cercas vivas, mas quando chegamos à casa meu pai havia cortado elas, e estavam horríveis. Havia a garagem, e a esquerda a porta de entrada. Quando entravamos, víamos a sala de televisão, seguíamos reto e havia um corredor. Havia três portas a esquerda: um quarto, um banheiro, e outro quarto. Do lado direito havia outro quarto e então a cozinha. Da cozinha havia uma porta que dava para os fundos da casa, a lavanderia e uma dispensa. Era uma casa pequena, mas confortável. Foi nessa casa que eu tive a minha primeira cachorrinha: A Lilica. Era uma Cocker caramelo, coisa mais linda. Sempre pedi um cachorro pros meus pais, mas sempre morávamos em apartamento. Quando nos mudamos, foi a chance de escolher uma casa, para eu ter uma cachorrinha. Eu gostava muito dela. Ela era muito carinhosa e fofa. Ganhei-a perto do Natal. Estava feliz da vida.
Adaptação
Eu me adaptei fácil em Apucarana. Nós continuamos com o chimarrão todos os dias, mas o churrasco gostoso era difícil de achar. Comecei a estudar em uma escolinha chamada Carrossel. Fiz o pré lá. Foi aonde conheci alguns dos meus amigos que iriam me acompanhar até a terceira série. Era bem legal lá. A escolinha era espaçosa, colorida. Ficava no centro. Na frente dela havia um negócio de lanches (era uma delícia). Nos fundos da escola havia dois escorregadores, uma casinha de boneca, balanços e muita areia. E também havia a sala de dança, onde ensaiávamos para as festividades da escola. Minha turma era: a Carol, Tassany, Amanda, Mariah, Bruna, Sergio, Gustavo, Ana Carolina. Havia mais pessoas, mas nem lembro o nome. O uniforme era cinza com alguns detalhes em amarelo e azul. Fui alfabetizada no pré. Eu lembro que eu gostava do Sérgio (eu o chamava de Serginho- ele era muito feio, Jesus). Mas o Gustavo, que era uma gracinha gostava de mim. Mas eu só descobri isso a alguns dias atrás !(risos). A mãe do Guga fazia massagem com a minha mãe, os clientes da minha mãe, a maioria das vezes eram as mães dos meus colegas! As minhas melhores amigas eram a Amanda, a Tassany, a Carol, a Bruna e a Mariah. Eu ia direto brincar na casa da Tassany, da Bruna e da Amanda. Eu lembro que a mãe da Tassany era cabeleleira, e toda vez que eu ia lá, ela estava atendendo alguém. Os pais dela eram separados. No final do ano, teve uma formatura. O tema da nossa sala era A Bela e a Fera. Então mandaram fazer as fantasias para nós, dançamos algumas músicas. E ainda tinha o pessoal do balé (eu fazia balé nessa época). Nós do balé fizemos um teatro da Cinderela. Eu fui uma das três fadinhas, junto com a Tassany e a Carol.
A primeira série a gente nunca esquece
É, a primeira série chegou. Eu me lembro que eu estava toda animada, agitada. Adorava (e admito, ainda adoro) ir comprar os cadernos novos. E aquele cheiro de papelaria então. É um cheiro mágico, que nem cheiro de banco. Eu fiz a primeira série no Colégio São José, de Apucarana. Aquele colégio era enorme. Era enorme mesmo. Tinha um pátio gigantesco, escadarias enormes, um palco no meio do pátio para as apresentações da festa junina, de final de ano. Eles arranjavam vários motivos para as apresentações. E cada série tinha um tema. Eu era toda miudinha na primeira série. Como a maioria dos meus amigos era da escolinha antiga, ficou mais fácil de se adaptar. É claro, tinha mais gente para conhecer e fazer amizade. Mas as séries eram divididas em três turmas: 1ª série A, B, C. Geralmente, eu caia ou na A ou na B. E sempre com meus amigos. Na primeira série eu cai na 1ª série A. Quando chegávamos na escola, tínhamos que passar uma carteirinha que era como se fosse nossa lista de presença. Quem não passava a carteirinha levava falta. Eu me esqueci de passar a carteirinha apenas uma vez na vida. A nossa professora da primeira série A era a professora Alessandra. Eu gostava dela, era muito difícil eu não gostar dos professores. Mas eu me lembro que eu fiquei triste, porque a minha melhor amiga da época, a Amanda, que era filha de uma amiga de minha mãe, a Mariléia, não caiu na mesma turma que eu. Ela caiu na primeira série C. Falando um pouco da Amanda. A gente era muito unidas. Minha mãe vivia na casa da mãe dela. Ela tinha uma irmã, a Lígia. A Amanda odiava a Lígia. Eu e a Amanda ainda nos falamos de vez enquanto. E quando minha mãe vai para Apucarana, a gente também se vê. Voltando a primeira série: uma desvantagem da escola. O primeiro uniforme deles era horrível. Depois eles fizeram um uniforme lindo, azul com listras amarelas, mas o primeiro, pelo amor de deus... Foi no São José que eu também arranjei um novo amor: o Eduardo. Ah, eu achava ele maravilhoso. Ele era alto, moreno. Eu não sei se ele gostava de mim, mas parecia. Ainda o melhor amigo dele, o Guilherme, era também o meu melhor amigo. Eu vivia indo brincar na casa dele. Ele tinha um campinho de futebol na casa dele. E ele também tinha um irmão menor. E o Gui sempre fazia de tudo pra mandar recados do Eduardo para mim, e os meus para ele. Mas nunca aconteceu nada de sério. Ainda acho que o Gui também gostava de mim! Eu acho que gostava um pouco dele também! (risos) Nas aulas de música ele me paquerava de longe, era aquela coisa gostosa de criança. Eu só escrevia sobre ele nos meus diários.
Eu era muito inteligente na primeira série. Tirava tudo de letra. Sempre fui bem nas matérias, e uma vez quando tirei 8 em matemática, chorei. É eu exagerei um pouco, mas sim, eu chorei. Hoje se eu tiro um 8 fico feliz da vida. Mas nem dá para comparar a primeira série com a oitava. Mas eu era um pouco malvada também. Eu me lembro que tinha brigado com a Carol, e queria me vingar dela. Então escrevi uma carta, fingindo que era ela que tinha escrito e entreguei para o Guilherme. Na carta dizia que ela gostava dele, e que era perdidamente apaixonada por ele. Pelo jeito ela não gostou muito não, e fui parar na diretoria. Foi a primeira vez que fui pra diretoria. Eu era muito certinha quando era pequena, ainda mais com 6 anos. O Guilherme ficou meio chateado comigo, e a Carol nem falou mais comigo. Mas isso tudo passou.
Depois da primeira, vem a segunda, a terceira...
Depois da primeira série veio a segunda série. Eu acabei ficando na segunda série B, com a professora Cristiane. Ela era muito legal. Uma vez, para ensinar uma matéria de ciências, nos levou para sua casa e mostrou sem jardim. E quando tudo acabou nos ensinou a jogar sinuca. Foi bem divertido. Nesse ano, a Amanda tinha caído na mesma sala que eu, mas como ela não gostava da professora Cristiane, ela mudou para a segunda série C. No início eu fiquei bem chateada, porque achei que ela não queria estudar na mesma sala que eu. Mas imagino que entendi. Continuei com os mesmos amigos na segunda série. Minha mãe dizia que eu parecia a Bruna Marquesini. E eu parecia mesmo. Mas tinha uma amiga minha, que também parecia com a Bruna Marquesini. E o nome dela era Bruna. Coincidência, não? Na segunda série eu continuei a gostar do Eduardo. Só pra tu ter uma idéia, eu era obcecada por ele. Nos meus diários da época, em tudo estava escrito: "ah, eu amo o Edu e ele me ama" (risos) Também fiquei cada vez mais unida com a minha turma. É que com o tempo vamos ficando mais unidos, e compartilhando mais coisas. Mas na segunda série, armaram uma pra mim. As amigas que eu mais considerava escreveram uma carta fingindo que era o Eduardo, e me entregaram. Na carta dizia para eu parar de ser caprichosa, que fizesse isso por ele como prova de amor, e me chingaram também. Eu estava descendo as escadarias e lendo aquela carta. Eu, como nunca tinha passado por nada disso antes, joguei a carta fora e fui reclamar para a professora. Sem provas? Sim, sem provas. No final elas acabaram confessando que foram elas que escreveram. Mas não fiquei com rancor não... Na segunda série eu também comecei a fazer xadrez. Mas como o xadrez era depois do horário de aula, e eu estudava de tarde, ficava muito tarde.
A Amanda tinha ganhado um cachorro, um labrador, O nome dele era Hulk. Aquele cachorro destruía tudo, tudo mesmo. Mas nós nos divertíamos com ele, o fazendo de cavalinho! (risos) É, nos montávamos nele! Eu também participava de todos os festivais da escola. Uma vez, fizeram um festival de esportes, e eu participei na corrida de 1000 metros e do salto em distância. Ganhei prata na corrida, e nada no salto em distância. Eu só não cheguei em 1° lugar porque uma guria gigantona com estilo de girafa passou na minha frente!(risos) Também, uma vez a Tassany foi dormir na minha casa. Na segunda série tinha entrado uma guria, a Ana Paula. Ela era nossa amiga, mas ela fofocava de tudo e de todos (pelo menos é isso que está escrito em meus diários-risos). Então, eu e a Tassany fizemos um plano contra ela! Mas ele nunca foi executado.
Os meus finais de semana eram divertidos. Eu vivia grudada com uma amiga, a Mariana, que era vizinha de casa. Com sete anos, eu havia me mudado para a casa ao lado da minha. Era muito maior do que a anterior, era uma casa cor de rosa, com um gramado gigante na frente de casa. E uma descidinha de rampa, e no meio das duas rampas, uma escadinha minúscula com 30 degraus. No mesmo ano, mudou uma garota para uma casa amarela na frente da minha casa, a Mariana. Eu ia brincar com ela todos os dias depois da escola, mas a gente aproveitava mesmo era nos finais de semana. Logo ela se mudou, mas para a rua de cima. E ela continuava a ir à minha casa. E eu na dela. Ela era um pouco mais baixinha do que eu, cabelos escuros cortados na altura do ombro, e ela tinha uma mecha descolorida do lado esquerdo da cabeça. Ela dormia direto na minha casa, às vezes a mãe dela se esquecia que tinha uma filha, de tanto que ela vivia lá em casa. Nossa casa tinha um quartinho nos fundos, onde era o quarto de brinquedos. Lá, nos fazíamos a super, hiper mega casa de Barbies. E brincávamos... Teve uma época em que eu comecei a fazer bijuterias, e ela me ajudava, e nos finais de semana saiamos vendendo pela vizinhança. Era muito gostoso. E sim, ganhávamos dinheiro. Também fazíamos shows, inventávamos coreografias e cantávamos em todos os finais de semana. Depois a noitezinha, apresentávamos para a vizinhança. A Amanda tinha ciúmes da Mariana. Isso, sem dúvida é FATO.
Como minha casa era grande e espaçosa, eu fazia muitas festas nela. Chamava minhas amigas e rumo à diversão. Ainda mais no Dia das Bruxas, minha mãe fazia aqueles doces, que as receitas vinham na revista Recreio, criávamos brincadeiras e fazíamos festa. Quando a pessoa não tinha fantasia para vir, nos inventávamos para ela uma na hora. Fizemos dois Dias das Bruxas, em dois anos seguidos, e além de tudo desfiles de fantasias, ou mesmo só festinhas de aniversário. Todas as minhas festas de aniversário eram em casa. E minha mãe fazia cada coisa gostosa. No meu aniversário de sete anos, foi uma das minhas melhores festas! Minha mãe alugou uma máquina de dança, e dançamos muito. Faziam disputas para ver quem dançava mais. No outro dia, a máquina de dança ficou em casa, e eu e minha mãe começamos a dançar em casa. Mas eu ficava brava porque ela dançava melhor, então briguei com ela. Existe um vídeo disso. Espero que ninguém veja aquele vídeo. Antes do meu aniversário de oito anos, a Mariana ficou 1 semana dormindo lá em casa, até o meu aniversário. Foi muito bom, e divertido!
Bem, com oito anos estava feliz da vida. Meus filmes preferidos eram A Múmia, e o Retorno da Múmia (risos). Eu era fissurada pelo Egito. Eu estava pronta para ir para a terceira série, feliz por ter ficado mais velha, e ansiosa para comprar o material novo, que a maioria das vezes era da Barbie. Eu e a Amanda também estávamos escrevendo um filme, e estávamos prontas para começar a gravar. O nome era: "A era dos vampiros" Na terceira série minha professora era a professora Neide. Sem dúvidas ela foi uma das minhas melhores professoras. Ela era muito atenciosa e querida. Além da escola, e os amigos que eu havia feito, minha mãe estava estabilizada no seu trabalho de massagista, mesmo que fosse muito corrido, ela estava feliz com aquilo, e meu pai se destacava mais e mais na empresa dele. Eu havia me apaixonado cada vez mais pelo Eduardo- pra mim, ele era o homem da minha vida. Estava tudo ótimo para nós, até que uma noite, um sábado...
A mudança - parte 2
A Mariana estava lá em casa, nós estávamos desenhando, minha mãe chegou pra mim, com uma conversa estranha, dizendo como eu me sentiria se a gente se mudasse (eu já estava começando a suspeitar), mas logo mudou de assunto. Depois veio a notícia que nós íamos nos mudar. Não me lembro muito bem como reagi, mas não deve ter sido uma boa reação. Passou todo aquele filminho na cabeça, de todos os anos em Apucarana, e o que eu tinha "construído" lá. Bem, iríamos nos mudar para Blumenau. Eu não fazia idéia de que cidade era isso. Mas sei que fiquei enjoada desse nome, porque só ouvia meus pais dizendo: "... Blumenau isso, Blumenau aquilo..." Meu pai foi para lá primeiro, pra começar a procurar casa, e decidimos que eu e minha mãe iríamos para lá nas férias de Julho. Até foi mais fácil achar casas lá em Blumenau, porque tinha um primo da minha mãe, do Rio Grande do Sul morando lá também. Então, eles ajudaram o meu pai a encontrar imóveis. Não podíamos pegar apartamento, porque tínhamos a Lilica. Meu pai achou, e começaram a levar a mudança para lá. Minha mãe e eu ficamos na casa de Apucarana, com uma cafeteira, um microondas, dois colchões, uma TV e um vídeo cassete, e nosso almoço era miojo, mais especificamente Cup Nuddles. Uma semana antes da gente se mudar, ficamos na casa de Tia Mariléia. E eu comecei a ir a uma psicóloga (ela se chamava Ana Maria), porque eu andava com medo de muitas coisas, acho que era mais insegurança de mudar. Eu lembro que ela jogava joguinhos legais comigo (risos). Antes de nos mudarmos, nós fomos uma última vez na Festa da Cerejeira, uma festa tradicional japonesa lá de Apucarana. E eu lembro que encontramos a minha psicóloga lá, e eu meio que me despedi dela. Meu pai também veio dois dias antes, porque iríamos para Blumenau de carro, e ele iria nos levar. O último dia na escola foi muito triste, mas também foi muito bom. TODOS da sala escreveram cartas para mim, tiramos fotos, e fizeram homenagens para mim. Troquei endereços, para me mandarem cartas... e ganhei um buquê de flores da sala. Eu fui embora mais cedo, porque tínhamos que ver mais algumas pessoas antes de ir embora. A noite, teve uma janta de despedidas na casa da tia Mariléia. Depois disso, mais uma mudança, mais coisas novas para se aprender. Mas além de deixar os amigos, deixei também uma avó postiça!(risos). Um pouco antes de nos mudarmos, mudou uma mulher já idosa, para a casa ao lado. Eu fiquei curiosa, e queria saber quem ela era. No final, eu acabei adotando ela como uma avó postiça. O nome dela é Ruth, e ela é alemã. Ela sempre me manda cartas, e lembrançinhas.
A viagem foi cansativa, Paraná e Santa Catarina, são grudados no mapa, mas na estrada parecia durar uma eternidade. A Lilica foi com a gente no carro, ela foi mais comportada do que eu. E ainda por cima, de todo cansaço da viagem, quando chegamos em Blumenau, tivemos que ir no aniversário de 5 anos da Carol, filha do Beto, o parente da minha mãe. Quando estacionamos o carro na frente da garagem, eu gelei. Nossa casa não era tão grande e com tanto quintal que nem a de Apucarana. Eu não conhecia ninguém. Lembro que a nossa casa era branca, e quando chegamos em Blumenau estava chovendo, achamos tudo horrível, uma cidade horrível. Com aquele humor, nada é bonito. E a casa era úmida (se tem alguma outra coisa além de chuva que eu odeio, é umidade). Mas eu pensei: nós vamos nos acostumar. Chegamos, tomamos banho, nos arrumamos para o aniversário. Nos outros dias era organizar a casa, colocar as coisas no lugar...
Chegamos em Blumenau em um tempo bem frio. Mas as vantagens de lá é que era mais perto do Rio Grande do Sul. Nós íamos quase todo ano para lá, nas férias, e ligávamos direto para minha avó. Os vizinhos logo foram se aproximando, para conhecer. Mas minha mãe tinha mesmo mais intimidade com o Beto, o "parente" e a esposa dele, a Elaine. E eu só tinha a Carol para brincar. Então em todo canto que íamos, nós íamos com eles. Até eu tinha feito outra amiga, a Sarah, neta de uma vizinha nossa. A gente brincou bastante, mas depois eu comecei achar ela meio que retardada, não sei. (risos) Aliás, uma coisa que acontece muito comigo, eu sempre me afasto dos meus primeiros amigos que eu faço em um lugar. Eu tenho medo disso, porque se eu for analisar isso sempre acontece. Eu me afastei da Sarah. E ela foi meio que a minha primeira amiga. Logo nas primeiras semanas em Blumenau, eu vivi uma aventura com a tia Elaine. Nós estávamos voltando de algum lugar, e no nada começaram a buzinar para a gente. Não estávamos nem ligando, porque achávamos que estávamos coma razão. Do nada, um carro para bem na frente da gente. Quase batemos o carro. Chegamos à conclusão que... Estávamos na contra mão! (risos).
A adaptação- parte 2
Chegou o dia de eu ir ver a escola. Fui às particulares de Blumenau. Nunca estudei em escola pública. A primeira escola que eu fui ver meio que cogitaram para mim, uma indicação foi o Bom Jesus, mas era absurdamente caro. Logo descartamos. Depois veio o Sagrada Família, até que fomos ver uma escola estadual. Nunca mais pisei lá!(risos) Até que fomos à Barão. Eu me apaixonei por aquela escola. O coordenador nos recebeu- ele chamava Irineu; e meu pai meio que chorou um desconto. Apresentaram a escola para nós. Obrigaram-me a entrar na sala, para ver o pessoal. Me deu muita raiva, porque eu tinha pedido que não queria entrar na sala. Eu tinha vergonha. Decidimos que eu iria estudar ali, na Barão. Iria começar as aulas depois das férias. Eu tava ansiosa, é claro. Quem não iria ficar ansioso, pois meio que eu iria ser o centro das atenções, porque eu iria ser a única nova a chegar na escola depois das férias. Eu estava mega feliz também, porque adorava ser o centro das atenções. Na Barão, os cadernos até a $5^{\circ}$ série eram a própria escola que dava. Eu fiquei meio decepcionada, mas tudo bem. A Barão, para mim foi uma das melhores escolas que eu já estudei, acho que a melhor até. Era uma escola que valorizava demais o talento nos esportes. Um quarteirão dava a escola inteira, com três andares. E o quarteirão da frente era o ginásio da Barão, com direito a passarela, duas quadras poliesportivas enormes, arquibancada móvel, quadra de areia, e algumas salas para as aulas de xadrez, dança, e por ai vai.
Nós procuramos no início uma van para me levar e buscar, já que eu ia assim em Apucarana. Lá em Blumenau eles chamam van de topique. Nome engraçado, não? (risos). Era o Valmir, o tio da topique. Eu amava ir de topique, era o must! Chegou meu primeiro dia de aula. A aula começava às 13h30min, mas o Valmir me buscava ao 12:30. Mas no primeiro dia meus pais me levaram na aula. Eu tava nervosa. Fui com o uniforme normal, mas com um All-Star rosa muito master. Eu cheguei à sala, minha mãe falou com a professora, ela se chamava Heidi. A professora me apresentou a sala, eu falei de onde era, e me sentei. Ela me fez sentar bem no meio do Lipinho e da Ana. Foi engraçado, porque assim era uma forma de fazer amigos. Eu me adaptei bem. Já fiz amigos no primeiro dia. Todo mundo ia falar comigo, pra me conhecer e tal. A minha primeira amiga foi a Thalita. Mas depois me afastei dela (é a maldição dos primeiros amigos-risos). Mas a amiga que mais me deu trabalho para cativar foi a Ana. Mas que guria difícil! Comecei a pedir a borracha para ela emprestada, para pelo menos falar com ela. Até que ela chegou e me deu uma borracha! (risos) Mas a gente se acertou bem. Ela é uma das minhas melhores amigas até hoje, e a mãe dela e o padrasto dela se dão muito bem, tanto que o Ano novo passado eles passaram com a gente. E acho que depois de tudo que eu fiz para ela gostar de mim, ela reconheceu, e me convidou para seu aniversário. Era na Blu Pizza, a melhor pizzaria do mundo inteiro!(risos) O aniversário foi do Bob Esponja. Foi muito legal, e o Dedé estava na pizzaria, então pedimos autógrafos à ele. Foi uma noite muito legal.
Mas chegou uma guria nova, a Maitê, e toda a minha fama e brilho foi desviada para ela! (risos). Mas eu me dei muito bem com ela. Aliás, eu me dava muito bem com a minha sala inteira. A guria mais popular era a Dudinha. E o guri mais popular era o Denner. Ah, eu morria de amores por ele! No aniversário de Blumenau, todos os alunos da Barão tiveram que desfilar como colonos! (risos). Descobri que uma colega minha, a Fernanda (Fê), morava na minha rua, mas só que no começo dela, Viramos muito amigas por causa disso, e como a Ana, virou uma das minhas melhores amigas. A Tia Isolda (aquela, que foi a minha babá, lá em Santo Angelo), veio nos visitar em Blumenau. Lembro que na bagagem dela tinha muita comida! (risos) Lembro que até brincamos com ela, dizendo que ela achava que aqui não ia ter o que comer. Logo, eu entrei no grupo folclórico da escola. Nós desfilávamos na Ocktoberfest. A Ana, a Fê, a Dudinha, a Letícia, e mais um monte de amigas minhas participavam. A Letícia tinha feito uma festa de aniversário, tinha muitas coisas legais lá, e foi um monte de amigos. Um dia depois do aniversário dela, nós íamos dormir na escola. Foi um grande desafio, mas foi muito bom também.
Meu aniversário estava chegando, mas antes dele aconteceu uma coisa horrível. Eu já estava de férias, e a alguns dias a Lilica estava meio que abochada. Descobrimos que ela estava doente, e tratamos, mas nada resolveu. Fui ao hotel fazenda mega master com a Carol, nos divertimos demais, mas quando eu voltei uma surpresa. Meus pais estavam me esperando, quando cheguei em casa eles estavam com uma cara de tacho. Perguntei pela Lilica, minha mãe foi lá para dentro e trouxe o colarzinho de identificação dela. Sentei em uma cadeira, e comecei a chorar. Foi um dia feliz, mas um final de tarde triste. Mas a noite fomos ao shopping, e eu comi no Mc Donald's. Isso foi bom.
Love in the air
Bem, agora eu tinha nove anos, já estava adaptada, o uniforme da Barão estava mudando e ficando mais bonito. Havíamos mudado de casa, a poucos metros daquela outra. Maior, mais bonita e não era tão úmida. Já participava da maioria dos programas da Barão. Tudo isso fez com que a minha popularidade aumentasse, e conquistasse alguns coraçõezinhos.. Na quarta série, eu comecei a gostar do Lipinho, e ele também gostava de mim. Mas o Guga, e o Lipe, e mais alguns outros também gostavam de mim. Foi uma confusão no meu coração, na verdade eu gostava de todos um pouco, mas eu "fiquei" com o Guga. Me arrependi, ele começou a gostar de outra guria, e no final fiquei sem ninguém. Também com nove anos ganhei outra cachorrinha. Adotamos ela logo depois que nos mudamos. Ela era branca, vira-lata. Chamamos ela de Nana. Era muito fofa, mas estava acostumada a ficar na rua — ou melhor, a fugir.
Uma vez, minha mãe foi à vizinha, e a Nana viu e então saiu pelas entradas do portão. Foi atacada pelos cachorros da nossa vizinha de cima. Foi um estrago, mas ela sobreviveu e ficou bem. Logo depois veio a Belinha, uma Cocker, igual à Lilica. Ela era mega fofa! Mas destruía tudo!
Eu fiquei meio abalada depois que o Guga parou de gostar de mim, então eu chorava demais. Sinceramente, se fosse hoje, eu teria ficado com o Lipinho. Mas teve a troca de lugares, e a professora me colocou para sentar perto do Ricardo e do Hanneman (Nha-Nha). Eu comecei a gostar do Ricardo, mas ele gostava da Letícia. Depois eu “fiquei” com o Nha-Nha. Minha vida amorosa era realmente um desastre TOTAL.
Dos 9 aos 10 anos, ou seja, da 4ª à 5ª série, houve uma crise no casamento dos meus pais. Eu só lembro deles discutindo, enquanto eu ficava sentada em uma cadeira na sala, ouvindo. Depois de um tempo, tudo se estabilizou normalmente. Fomos ao Rio Grande do Sul, e voltou tudo de novo. Depois as coisas ficaram normais. Na verdade, nunca mais foram iguais, mas eles não chegaram a se separar.
Ah, em Blumenau ficamos dois anos sem carro, porque tivemos que vender o nosso, pois meu pai ia ter o carro da empresa. Isso nos fez conhecer mais a cidade, andar muito de ônibus e a pé. E nos rendeu uma aventura inesquecível. Com vocês: BANANA E PANQUECA!
Eu e minha mãe estávamos voltando do centro. Estávamos em um ônibus sanfona, que tinha um suporte para se segurar nas curvas. Naquele dia eu estava sentada na janela e minha mãe na ponta. Estávamos fofocando, rindo do que havíamos encontrado no centro.
De repente o ônibus fez uma curva. Minha mãe grita:
"-Segura, segura nesse treco ai da frente"
Eu respondi:
"-Ah? O que? Ah ta, vou segurar!"
Eu me segurei mais minha mãe se espatifou no chão. Minha mãe começou a dar risadas, gargalhadas, gaitadas... Quando ela foi subir... Ela se apoiou em uma moça, mais bem naquela parte de baixo, sabe? A moça ficou vermelha ou encabulada, não sei ao certo dizer...
Minha mãe disse:
"- Mil desculpas, foi sem querer!"
Ela estava rindo como sempre... Depois minha mãe se recompôs e cochichou baixinho comigo:
"- Se fosse um homem, matava!"
E nós naquela tarde, nos acabamos de rir.
Eu acho que todos os anos são importantes para gente, pois por cada um a gente tem uma fase. Acho que os meus 9/10 anos, em Blumenau foram os melhores anos de lá, porque além das novas coisas que eu estava descobrindo, a minha criatividade era enorme, capaz de imaginar tudo que eu quisesse ser. Eu, a Ana e a Fê nos divertíamos pra caramba. E inventávamos cada coisa. Uma vez eu e a Ana cismamos com o Egito, e que víamos deuses de noite. Levamos isso para a escola, e começamos a invocar com a loira do banheiro. Isso nos rendia risadas. Na verdade eu acho que perdi muito tempo com elas por que ficava muito com os guris. Acho que poderia ter curtido mais. Mas acho que percebi tarde isso. Mas bem, o que valeu foram todos aqueles outros momentos que vivemos e nos divertíamos. Mas isso virou uma lição: aproveite as suas amigas, tu nunca sabe quando elas podem partir, ou até mesmo quando tu podes partir. Aproveite momentos, risadas, porque talvez um dia tu não se lembres delas, mas vai lembrar-se do que elas te fizeram sentir.
Desentendimentos e Desapontamentos
No final da quarta série, eu fiz uma grande festa de 10 anos. Foi no boliche de Blumenau. Foi mega master a festa. Jogamos boliche a beça. Mas no dia seguinte, descobri que estava com pneumonia. Mas não aquela pneumonia que transmite para todo mundo. Era a bacteriana. Eu só tinha que me tratar direitinho. Eu vi o Guga e a mãe dele na saída do hospital. Eu falei para ele que eu estava com pneumonia. Ele contou para todo mundo da sala. Então, a Ana ficou sabendo, e começou a me ignorar, porque tinha medo de pegar. Eu fiquei chateada demais com ela aquela época, porque ela sabia que não era aquela pneumonia que transmitia. E mesmo assim continuou me ignorando. E na quinta série, houve alguns desentendimentos básicos entre eu e as minhas amigas. A maioria das garotas foi para de manhã. Mas de tarde sobrou a Ana, a Vivi, a Bia, e mais algumas garotas. Mas eu era muito amiga dos garotos também. E os recreios, eu passava jogando futebol com eles, e não com as garotas lanchando. Elas, especialmente a Ana, de novo, começaram a me ignorar. As coisas com a Ana ficaram realmente feias. Ela ficava falando coisas ridículas, ah, foi horrível. Mas nós resolvemos aquilo. Na quinta série, ou melhor, com 10 anos, nós viajamos para o Espírito Santo. Foi uma viagem legal, fomos visitar uns amigos dos meus pais, o tio Elói e a tia Marlise. Conhecemos lugares bonitos, mas as praias bonitas e famosas não conhecemos. Fomos a uma praia muito com a água muito gelada, e realmente, não era um lugar bonito. Também convidaram a gente para ir no "chalé a beira mar" do pastor. Achávamos que era um chalé, uma casa de praia bonita, a beira mar realmente. No final era um moquifo que ficava a uns 500 metros da praia. A gente deu muita risada.
A mudança - parte 3
Daí na sexta série, a Bê entrou na escola. Eu, a Vivi, a Ana e a Bê formávamos o quarteto fantástico. Fazíamos programas juntas, dormíamos na casa da outra, enfim, BAGUNÇA TOTAL! Eu também iria fazer 12 anos no final do ano. Realmente aconteceram várias mudanças na sexta série. Eu percebi que estava crescendo, estava ficando com curvas no corpo e percebia que as outras gurias estavam ficando peitudas. E eu não. Sou traumatizada por isso. Também na sexta série descobri que tinha miopia, e ia ter que usar um bendito óculos! Isso era HORRÍVEL. Acho que entre os 11 e 12 anos, foi o ano que eu era mais feia. Juro, certeza. Eu também usava um aparelho móvel, para ir adiantando o processo na hora de colocar o fixo. Fui para o Rio Grande do Sul, como costumava ir nas férias. Fui eu e minha mãe para lá. Iríamos ficar 10 dias. Foi nesse ano também (2007) que o avião da TAM se chocou na hora do pouso. Lembro como se fosse hoje. Dando a notícia na televisão, um avião pegando fogo. Estava no Rafa a essa hora. Era de noite. No outro dia de manhã, eu acordando para tomar café, minha mãe chega para mim e disse: Filha, nós vamos nos mudar. Só lembro que coloquei a cabeça junto as pernas, mas não chorei. Fiquei em choque. Ficamos 15 dias lá, porque não sabíamos quando voltaríamos, pois desta vez nos mudaríamos para São Paulo.
Meu pai foi buscar a gente, três dias antes de começar as aulas. Eu havia feito escova, e tinha ido para meu primeiro dia de aula de cabelos lisos. E comecei a contar que iria me mudar. Foi assim: cheguei de férias, três dias depois meu pai e minha mãe saíram para vim ver casas em São Paulo (estado). Fiquei uma semana na casa da Vivi, uma das minhas melhores amigas até hoje. Eles voltaram, mas logo tiveram que ir de novo, pois não havia dado certo o contrato que tinham fechado em Americana. Eles foram uma semana depois para procurar novas casas. Conseguiram ajuda de um casal, que eram de Blumenau, Fernanda e Anderson. A Fernanda era filha de um casal de amigos dos meus pais. Eles ajudaram bastante, e moravam em Indaiatuba, mas iam se mudar para o Paraná, então meus pais não quiseram ficar em Indaiatuba sozinhos. Então resolveram ir para Valinhos, aonde tinha o Fábio, um colega do meu pai de trabalho. Foram até o condomínio onde eles moravam. Ficaríamos com um apartamento que tinha lá. O apartamento era lindinho, e aconchegante. Iríamos ter que deixar as cachorras. E ainda tínhamos um gato, o Átila, que tinha aparecido lá em casa, e resolveu ficar. Também tínhamos duas tartarugas, mas elas cresceram e não tínhamos mais espaço, então as doamos para o zoológico de Pomerode. Dessa segunda vez que eles foram, eu tinha ficado na casa da Ana. Mas tinha ficado só uns três dias, tinha sido um pouco mais rápido. Eles me deram a notícia, que íamos ter que deixar as cachorras e o gato. Eu fiquei preocupada, porque não fazíamos idéia aonde iríamos deixar. E nunca, nunca iríamos deixá-los na rua.
Começamos a arrumar as coisas para a mudança. Encaixotar as coisas.. Já estávamos um pouco acostumados. Arranjamos lugares para as cachorras e o gato. A Naná e o Átila ficaram na casa mesmo, pois a mulher que foi alugar a casa se apaixonou por eles. E a Belinha foi para Indaial, porque um cara se apaixonou por ela, e pelo jeito, ela esta na melhor, porque até plano de saúde ela tem. Então, no dia 30 de agosto, foi meu último dia de aula. Foi realmente triste, trágico. Eu chorei demais, e minhas amigas também. À noite, nós combinamos de ir ao shopping, para outra despedida. Chorei mais ainda. Então no dia 31 de agosto, eu e minha mãe fomos de ônibus até Florianópolis, e de lá fomos de avião até Campinas. Meu pai já tinha ido para Valinhos, e a mudança chegou um dia depois de nós.
Eles já tinham escolhido a escola para mim. Eu iria estudar num tal de Colégio Fundamentum. Eu no começo torci o nariz, mas depois ficou tudo certinho. Eles tinham escolhido esse colégio por indicação do Fábio, porque a filha dele que era um ano mais nova que eu, estudava lá (ela foi minha primeira amiga, mas depois ela virou uma mala e chata a maldição entra em cena -risos). A maioria das minhas amigas do Condomínio eram amigas da Amanda, a filha do Fábio. Do condomínio eram a Totonha (o nome dela era Maria Vitória, mas eu chamava ela assim) e a Gabi. Comecei a ir a escola. Eu achei legal, todo mundo meio que me recebeu. Foi bom. Logo fui fazendo amigos, amigas, e conquistei um coração (não sei como, eu era um horror com aqueles óculos). Era o Gustavo. Ele até que era bonitinho, mas sabe, fazia uma semana que eu estudava lá, e ele já queria ficar comigo. Eu meio que me desesperei, e não fiquei com ele. Eu fiz bastante amigas no Fundamentum, mas sei lá, eu não gostava muito de lá. Quando meus pais me disseram que nós íamos nos mudar de novo, só que para Indaiatuba, eu fiquei super feliz. Eles disseram que a Fernanda e o Anderson iam continuar lá, então íamos para lá. Eu continuei indo muito bem na escola. Lembro que no último dia de aula nós dissecamos um peixe! (risos) Eu furei os olhos dele!(risos). Ah, e a gente jogou futebol também. Eu jogava muito bem futebol.
Acabei o ano no Fundamentum, e as férias começaram. Tínhamos um casamento em Ribeirão Preto logo no início de dezembro. Era o casamento de um colega do meu pai, da empresa mesmo. Foi muito mega máster aquele casamento. Eu fui com um vestido azul turquesa, meio que batia um pouco acima dos joelhos, uma sapatilha branca com prata e com cabelos lisos. Cabelos lisos eram para ocasiões mais chiques. Eu sempre tive o cabelo enrolado, e sempre impliquei com isso. Eu odiava ter o cabelo enrolado, porque ele meio que era armado. Quando eu era melhor ele era lindo, ele era um misto de ondulado com cachinhos. Mas daí eu fiquei maior, e ficou horrível (eu achava). Quando voltei do casamento começaram os preparativos da mudança. Eu iria me mudar dia 20 de dezembro, e tinha mais ou menos duas semanas para aproveitar o melhor de Valinhos, ou seja, as minhas amigas do condomínio. Gabi, eu e Totonha éramos o trio condominial, fazíamos vídeos zuando tudo e a todos, nos divertíamos pra caramba, realmente. E nós odiávamos a Amanda também. Na verdade acho que ninguém suportava a Amanda. Eu e ela brigávamos freqüentemente.
Uma vez, um guri se mudou para o apartamento do lado. Ele virou meu vizinho. O nome dele era Bruno. Eu e a Totonha fomos as primeiras amigas dele. Então ele foi fazer a festa de aniversário dele, isso era nas férias. Eu não sabia, porque ninguém tinha me avisado, nem ele mesmo. Estava lá embaixo com a Totonha e a Gabi, e do nada passa ele, um dia antes, com uns balões vermelhos. Eu toda simpática perguntei do que eram os balões, daí ele me disse que era do aniversário dele. Eu na brincadeira perguntei por que ele não tinha me convidado. Ele ficou mega sem graça, e disse que ia me convidar, mas a Amanda pegou o convite da mão dele e ameaçou dizendo que se ele me convidasse, ela ia dar um soco na cara dele. Eu fiquei abismada. Acabei indo no aniversário. Nós fazíamos bastante festa no condomínio. Tinha uma quadra para vôlei, futebol, e todo mundo se juntava e jogava. Eu fazia sucesso, porque ia muito bem nos esportes! Bem, depois do meu aniversário, enfim o dia da mudança para Indaiatuba chegara.
Indaiatuba
Nos mudamos para Indaiatuba dia 20/21 de dezembro. Nós iríamos morar em uma casa que havia acabado de construir. Lembro que acordei abochada, ia ser meio que chato se mudar de novo, mas ia ser bom se mudar para um novo lugar. E bem, eu já tava acostumada. Saímos de manhã, lembro de quando me despedi da Gabi. Foi um chororô gostoso (risos). Partimos. Chegamos aqui em Indaiatuba, e começamos a colocar as caixas nos devidos cômodos que elas pertenciam. O meu quarto ia ser projetado, então nem tinha moveis, só o colchão, uma meia escrivaninha, o computador, e o resto das coisas que eu tinha. Levamos alguns dias para colocar tudo no lugar. Saímos explorando Indaiatuba. Fomos ver escola, mercados... O natal estava chegando, e no início, íamos passar com a Tia Fê e com o Tio Anderson. A gente já estava bem íntimos, e já considerava eles como meus tios, e a Duda e o Lipe como meus primos. Mas eles foram para Blumenau, passar com os pais da Tia Fê. Então chegou o Natal. Eu nem ganhei nada de presente, só uma caixa para guardar peças de bijuterias que na época eu fazia. Eu fiquei meio que desapontada, mas meus pais até hoje não sabem disso (risos). Ficamos sabendo que dia 30 iríamos para o Rio de Janeiro, para passar o Ano novo com a Ana e com a Tia Flávia. Eu fiquei ultra mega feliz com a notícia, eu já estava meio com saudades da Ana.
Estava tudo preparado para a gente ir para o Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa. Eu lembro que um dia anterior, que era um Sábado, eu tava mega feliz lutando kung-fu na sala, e do nada POOW. A desastrada entrou em ação. Eu quase que quebrei o meu pé. Eu chutei aquela parte dura do sofá, sabe? QUE DOR, QUE DOOOOR! Mas me recuperei fácil, pois no outro dia eu já estava andando de patinete com a Ana.
Cidade Maravilhosa
Então, no dia 30 de dezembro, fomos para o Rio de gastado com a mudança, não dava para pagar passagens de avião. Saímos de manhazinha e chegamos lá pelas quatro da tarde. Chegamos bem quando a Ana e tia Flávia estavam voltando de uma batida de perna básica pelo centrinho. O Apartamento da avó da Ana era meio que beira mar para Copacabana. Era bem aconchegante, e alguns passos já estávamos na praia. Chegamos, levamos as malas lá para cima, arrumamos tudo e eu e a Ana fomos andar de patinete à beira mar. Copacabana tava lotada, incrivelmente, muita gente passa o ano novo lá! (risos) Depois voltamos, tomamos um banho, e ficamos fazendo alguma coisa, que eu juro que não lembro! No dia seguinte fomos à praia, e passamos o dia inteiro lá. Mas tava muito cheia, lotada, não dava quase para andar. Eu e Ana jogamos frescobol, e tomamos um banho de mar. A noite, seria virada, tomamos banho, e ajudamos a arrumar o jantar. E claro, para não perder o hábito, a gente andou de patinete, jogamos baralho, e tiramos fotos. Logo foi chegando a hora de jantar, comemos, e fomos dar uma espiadinha na janela. Só sei que vi um mar de gente vestindo branco indo para beira mar. Logo descemos para ver 16 minutos de fogos. Meia noite chega. Acho que foi o momento mais emocionante até hoje da minha vida. Aqueles fogos estourando, e aquele colorido aparecendo, aquele filme de toda sua vida até aquele momento passando na sua cabeça. Enfim, aqueles 16 minutos foram os mais lindos da minha vida. Porque por um momento eu possa ter esquecido o material e revivido as lembranças. Tá é inexplicável! Queria fazer isso mais vezes (risos)! Bem, no dia 1° de janeiro de 2008, foi assim, um tédio total! A praia estava imunda. Resolvemos ir ao Cristo, e conhecer o Maracană. A Ana quis ficar um pouco com a avó e com a mãe dela. Foi um passeio bem divertido. O cristo tava hiper mega lotado, tu não conseguia nem abrir os braços, para tirar aquela tradicional foto! No Maracanã foi mais tranqüilo, e foi bem gostoso. No final do dia, tomei banho e fui jogar canastra. Juro, eu virei máster em canastra, de tanto que joguei com a Ana. Era nossa única diversão. Dia 2 foi um tédio mortal de novo, eu e a Ana fomos à praia jogar frescobol, e depois a noite fomos ao shopping. No dia 3, voltamos para casa. Estava um calor de matar. Chegamos bem em casa.
2008 e a 7ª série
Bem, conhecer Indaiatuba foi uma comédia. Em primeiro lugar, em todo lugar que a gente ia, só víamos gente feia e tédio. Era deprimente (risos)! Ah, e fazia um calor, mas um calor! Ah, era horrível. Até que uma vez minha mãe pegou o colchão e acabamos dormindo lá fora. Aliás, minha casa aqui em Indaiatuba não é grande. Não tem quintal, o que eu acho horrível. É aquela casa de meio lote. Mas eu amo meu quarto. Não sei a cada dia ele fica mais parecido comigo. Só acho que ele podia ser um pouquinho maior. Ele é verde. Ele é todo projetado. Têm uma cama, um guarda roupa, prateleiras. Tudo que um quarto normal tem. Mas é nos detalhes que ele se parece comigo. Tem um espelho do lado da cama, e eu colei milhares de fotos ao redor dele. Ficou máster. Fiz isso semana retrasada. Realmente, meu quarto tem muitas fotos. Adoro fotos. Deve ter mais de 100 fotos. E livros, e horários de escola, e coisas coloridas. Adoro cor. E sapos. E logo, terá uma bandeira do grêmio (risos). Bem, voltando. Fomos ver a escola. Fomos ao Candelária, no Projeção, em um monte de escolas. Mas eu gostei mais do Integral. Acabei ficando lá. Saímos comprar o material escolar. Na verdade eu queria usar fichário. E não fiquei no Candelária porque eles não aceitavam fichário. Ta, ridículo, eu odiei a escola! Eu queria um fichário de sapo! Fiquei louca procurando aquele fichário. Eu respirava 24 horas o fichário. Eu estava ficando louca, quando eu ACHEI o fichário! Era rosa, com um sapo enorme, da Be cutie.
Dia 17 de janeiro, nós fomos pela primeira vez no Hopi Hari. É o melhor parque da América Latina. Ah, pra mim é. Meus olhinhos brilharam quando eu entrei lá. E eu nem dormi direito no dia anterior. O primeiro brinquedo que a gente experimentou foi a Torre Eifel, uma torre de quase 90 metros, que descia em queda livre e tal. Então, peguei coragem e fui no resto, menos na Montanha Russa, e o Skycoaster. Foi um dia muito bom. Depois disso, fui comprar o uniforme. Era calça jeans, e só a jaqueta e a blusa tinham que ser da escola. Na verdade o uniforme é horrível. Bem que eles podiam caprichar, né? Bem, o primeiro dia de aula. Foi horrível. Na verdade, eu fiz amizade com uma garota, a Natália (Naty), e com o Lucas Lima. Mas assim, depois que eu vi o grupo das garotas entrando na sala, eu fiquei perdida. Ninguém foi me dar oi, ninguém foi me cumprimentar, eu tava acostumada com um oi. Mas tudo bem. As primeiras semanas eram depressivas, e me zoavam por causa do meu sotaque. Eu queria sair da escola. Mas algo totalmente mudou. Eu comecei a sentar perto das pessoas, comecei a conversar, e mostrei que era simpática. Então eu comecei a conversar com a turma das gurias, aquelas que no começo eu achava Pat. Todas viraram minhas amigas depois, mas no começo eu conversava mesmo era com a Rafa, a Tai, a Carol, a Laís, a Bi, e a Taynara. Pelo menos meu ciclo de amizades aumentou. Minha sala era daquelas típicas que são as mais bagunceiras da escola. Tinha o Davi, que com 16/17 tava na 7ᵃ série, o Vitral que era o bonitinho da sala, e se fazia de doce para as gurias (na verdade, eu nunca o achei lindo, talvez bonitinho, sei lá, nem faz meu tipo. - risos), e aqueles guris que tem uma alma endiabrada que deus me livre. Eu havia me adaptado a escola, e tinha feito amigos. Ah, e tinha o Jorge. Ele era meu melhor amigo. Ele é francês, aliás, ta passando uma temporada na França, e volta na próxima semana. Loirinho, olho azul, azul. Eu gostava dele, era um ótimo amigo. Mas a minha melhor amiga começou a ser a Gabi Sartori. Ah, eu idolatrava ela. Eu era muito boboca e influenciável. A Sartori tem cabelos enrolados, daqueles grossos e que são volumosos castanhos claros meio que puxando para um tom de marrom, olhos castanhos, e um sorriso muito lindo, admito.
Então, a partir de março, eu tinha um grupo. Andava com a Sartori, o Pedro (irmão gêmeo da Sartori), o Renan, o Willian, o Guti e o Vinícius. Era com eles que eu fazia os meus programas sociais. Ah, tinha a Laís também. Ela fazia parte do nosso grupinho. Ela e a irmã dela, um ano mais nova, a Luana. A gente se dava super bem, mas a partir de uma época, a gente se distanciou, e as coisas ficaram bem frias. Mas eu não deixei de ser feliz. Aliás, a mãe da Sartori era a nossa professora de História. Ela se chama Ester. Ela era muito legal, explica muito bem a matéria, de um jeito divertido. Mas as provas dela eram muito, mas muito difíceis. Fazia anos que ela não dava uma nota 10 para um aluno. E tirar um 9 era muito difícil. Eu logo de primeira tirei um 9 na prova dela!(risos) Entre meus programas sociais, estava jogar beisebol, ir ao shopping, tomar sorvete. Era bem gostoso, divertido, e eu ria demais. Eu, a Bi, a Luana, e a Laís tínhamos meio que um diário coletivo, um caderno aonde colocávamos fotos e escrevíamos sobre nossos dias. Todo mundo sempre quis saber o que nós escrevíamos naquele caderno. Bem, entre março e abril, eu coloquei meu aparelho fixo. Aqueles de quadradinho, que eu sempre sonhei em colocar (risos). Bem, e claro, meu ciclo social aumentou, uma nova pessoa para eu me comunicar: o meu dentista, o Dr Leonardo (ta, eu o chamo de Dr Léo). Foi indicação da tia Fê. E ele cismou demais com os meus dentes de leite. Ele foi tão mal, mas tão mal que só deixou 2 dentes caírem sozinhos, o resto ele arrancou. Ele é sanguinário (risos). Aliás, depois dessas férias, ele vai arrancar mais 2 dentes. Os que sobraram, os caninos (risos). Eu também faço apostas com ele, todas valendo um Milk shaky! Fiquei mega feliz depois que coloquei o aparelho, porque meus dentes iam melhorar, e eu sempre gostei do meu sorriso, então.. Eu também viajei para Curitiba, para visitar a tia Gi, uma das melhores amigas da minha mãe.
Em março, dia 30 de março, mas especificamente, nós compramos um título no clube 9 de julho. E eu me inscrevi no tênis. Eu sempre fui muito de fazer esportes, jogar futebol, e experimentar coisas novas. Foi legal, no 1º dia acertei 3 bolinhas! (risos). Hoje eu já jogo bem tênis, mas to meio desmotivada, devido a algumas brigas com meu professor. Logo eu explico melhor. No tênis, fiz muitos amigos, especialmente o Peru (o nome dele é Vitor) o Patrick e a Narri. Eles são os meus melhores amigos. São mais velhos, tem 16, e com eles tu não consegues ficar séria!(risos) A Narri tem 14, pouca diferença. Em julho, eu viajei para Santo Ângelo como de costume. Eu e meu primo fizemos uma guerra de nozes, foi muito, muito engraçado. Mas deixou marcas. Eu levei uma noz na cabeça, e ela ficou roxa! (risos). Minhas férias foram muito gostosas.
Voltei, e a rotina voltou. Provas, aulas, amigos, risadas, fotos, finais de semanas.. Logo depois, teve o MAPPI, que era tipo uma gincana. Eu me inscrevi para a equipe rosa. Nossa equipe ganhou, e ganhamos um dia em um camping, o camping Casarão. Em outubro, também aconteceu uma coisa muito marcante para mim e que iria me acompanhar até os 40 anos. Eu fiquei mocinha. Mais um sinal de que estava crescendo! (risos) No Integral, cada bimestre tinha meio que um simulado, nós chamávamos de PG (prova geral), em que podíamos aumentar nossas notas do boletim e tal. Na ultima PG, eu, Bi, Renan e Vinicius combinamos de ir ao boliche depois que acabasse a PG. Nessa época, eu já gostava do Renan. Mas a Bi também gostava. Então era uma confusão. Mas nós tínhamos prometido que nenhum guri iria estragar nossa amizade. Foi uma tarde mágica. Eu fui para Campinas (o boliche era em Campinas) no porta malas do carro! (risos) As aulas foram acabando.. E a viagem para o camping Casarão era no penúltimo dia de aula. Iríamos sair no meio das ultimas aulas. O Guilherme, que era irmão da Thatá, que já foi uma das melhores amigas da Bi, e que hoje é uma das minhas melhores amigas, fazia tênis, e ele e a Thatá participaram da gincana com a gente, e também foram no camping. E eu gostava dele. Mas não aconteceu nada, ele só pensava em estudar, e não gostava de ninguém. No camping, jogamos futebol de lama, fomos na tirolesa, tomamos banho de rio. Foi bem gostoso.
Enfim, o ultimo dia de aula da 7ᵃ série. Nós estávamos ansiosos para ir para a 8ᵃ, aonde seriamos os mais velhos do ensino fundamental. Todo mundo matou aula. Foi bom, e eu fiquei com a Bi, o Vinícius e o Renan em um banco, jogando conversa fora. E o Renan deu muito em cima de mim, e da Bi. Ele já tinha gostado dela, e não sei se ainda gostava. Bateu o sinal. No sábado, tínhamos combinado de ir ao shopping, tomar sorvete. O Renan nem foi, ele e o Vinícius tinham brigado. Eu e a Bi continuamos nos encontrando nas férias, eu ia com ela na piscina na casa da vó dela, tirávamos fotos... Meu aniversário de 13 anos chegou. Eu nem tava muito afim de fazer festa. Mas resolvi fazer só uma reuniãozinha entre amigos, na Casa da Esfiha. Também foi muito legal. Depois disso, fiquei sabendo que a Ana ia vir passar o Ano Novo comigo. Eu fiquei muito feliz, pois ia ver ela, e eu estava com saudades.
Chegou o Natal, e passamos na casa da Tia Fê, com a família dela, e com os pais do Tio Anderson. A Ana veio dia 29 de Dezembro, e a Bi estava aqui em casa. Nós íamos ao Hopi Hari também, no dia 30 de Dezembro. A Ana chegou, e eu fiz a festa. Ela conheceu a Bi, e nós ficamos conversando. Estávamos muito ansiosas para o Hopi Hari dia 30. Eu e a Ana nem dormimos direito. O despertador toca. Nós pulamos da cama. HOOOOOPI HAAAAAAAAAARI. Passamos pegar a Bi e o Pedro, e fomos para o Hopi Hari. Divertimo-nos bastante, e de novo, não fui no Skycoaster, na Montanha Russa, nem no Looping. Dia 31 de Dezembro de 2008. Meu pai e o Djalmar foram correr a São Silvestre. Eu e a Ana fomos ao Hotel, onde tia Flávia (mãe da Ana), o Frederico (irmão da Ana), e o Djalmar (padrasto da Ana) estavam hospedados, e fomos tomar um banho de piscina. Só fizemos isso lá. Voltamos para casa, aonde nos trocamos e fomos para a casa da tia Fê, onde passamos o ano novo. Lá estavam o Tio Sílvio, a tia Mônica, o Tio Anderson, a Tia Thaísa, e o Tio Márcio iria chegar mais tarde, porque estava no seu turno, na polícia. Comemos, bebemos, assistimos os fogos, nos abraçamos, e dançamos muito. Dia 1º, eu e a Ana fomos ao cinema com a Rafa, assistir Madagascar 2. Foi bem legal, e logo depois, tomamos sorvete. Os outros dias, nós ficamos jogando Scotland Yard, comendo e rindo. A Ana foi embora dia 3 de janeiro. Enfim, 2009 tinha começado e muita coisa boa e ruim estaria prestes para vir.
2009
As minhas férias estavam sendo ótimas. Resolvemos fazer uma viagem a Campos do Jordão, para conhecer. Não estava frio, ficamos em uma pousada, e aproveitamos bastante. Logo faltavam poucos dias para começar as aulas. Comprei meu material escolar, e comecei a ajeitar as coisas. Enfim, a tão esperada 8° série! Tive que começar a ir a uma psicóloga, a Liamara, no final de janeiro, para tentar a me dar melhor com meu pai. Eu e ele nunca tivemos um relacionamento muito bom. Desde o começo, me dei super bem com ela, e continuo indo até hoje lá, para me abrir e contar meus dias. É muito bom fazer isso. No ultimo final de semana de férias, no sábado teve o aniversário da Juh, hoje uma das minhas melhores amigas. Ela fez uma festa na piscina, e chamou algumas pessoas. Foi muito bom, e a Bi não foi, porque não foi convidada. Eu me senti pela primeira vez livre, sem a Bi, e sendo eu mesma. Desde aquele dia, me aproximei mais do pessoal da turma, e me distanciei da Bi. No domingo, era aniversário do Tio Sílvio, e a festa era lá no 9. Jogamos tênis, e comemos bastante. Enfim, logo era Segunda, e as aulas iriam começar.
Segunda feira. 5 horas. O despertador toca. Eu acordo toda esbaforida. Corro para o chuveiro. Começo a me arrumar. Estava chovendo. Enfim, o 1º dia de aula. Reencontrar os amigos, o pessoal. Milhares de coisas pra conversar e contar. Muitas pessoas, principalmente as que mais animavam a sala, saíram da escola. Mas não deixou de ser legal. Logo na terça feira, uma notícia me deixou muito ansiosa. Logo de manhã, o Pedro havia feito uma aposta comigo. 5 centavos se eu pedisse pra ficar com alguém, mas pura brincadeira. Fui falar com o Vinícius, e brincando, ele aceitou. E nós rimos muito, e ganhei os 5 centavos. Logo a tarde, entrei no Orkut, e mandei um depoimento para o Renan, perguntando se ele queria ir assistir filmes com a gente na casa da Bi, na quarta. Ele respondeu, dizendo que não podia, porque os seus pais estavam viajando, e porque tinha ensaio da banda. E me mandou outro depoimento perguntando se eu tinha ficado com o Vinícius, todo preocupado. Eu estranhei, mas respondi todas as perguntas dele. Estava no MSN, como de costume, e do nada a Jaque entra. Eu não era muito amiga dela, mas essa notícia me aproximou bastante dela, tanto que ela é uma das minhas melhores amigas hoje. Ela me chamou. Estranhei, pois ela nunca me chamou. Daí começou a dizer: Lau fica com o Renan, e não sei o que. Eu fiquei muito feliz, porque eu gostava dele, e ele gostava de mim. Mas eu nunca tinha ficado com alguém, nunca tinha beijado alguém antes. Daí eu fiquei sem reação, porque eu não sabia como as coisas funcionavam. Daí eu falei que sim. No outro dia, ela foi ao ensaio da banda, e eu fui assistir aos filmes. E eu mandei uma mensagem, falando que não ia poder ir ao ensaio, mas que eu gostava muito dele e pá. E ele leu a mensagem, e me ligou. Eu fiquei sem reação. A noite, a Jaque entrou e tal, e eu perguntei por que ele me ligou. Resolvi convidar ele para sair. Bem, ele aceitou, e no mesmo domingo nós íamos ao cinema. Mas ele ligou antes, cancelando, dizendo que não ia mais poder ir.
Do nada, tudo mudou. Eu fui para a chácara no Carnaval, e ele e as gurias foram para o Carnaval do Indaiá. Ele acabou ficando com a Rô, e ele começou a gostar dela. Eu comecei a tentar esquecer ele, mas não dava. Esse ano também teve muitas festas para ir. A da Rafa em janeiro, A da Jaque e a da Tai em fevereiro, a da Bi em março... Um garoto havia repetido o ano, o Mineiro. Na verdade o nome dele é Guilherme. Eu e a Tai começamos a sentar perto dele, para conversar. O Nilo também sentava perto. Então, eles viraram meus melhores amigos. O Mineiro especialmente. Eu ria demais perto dele. Mas os professores acabaram nos separando. Mas sempre que dá, eu sento perto dele, para a gente rir. Ele é aquele tipo de guri que nunca fala sério, sabe? Uma vez, ele me magoou demais, com uma coisa que ele falou, e ele veio pedir desculpas. Foi a primeira vez que eu o ouvi falando sério, e coisas bonitas. Eu me aproximei demais das gurias, da Jaque, da Tai, da Rafa, da Juh, da Prit, da Leka, da Rô, da Aline, de todo o povo. A Bi se juntou com um grupinho, e a gente se distanciou muito.
Em março, fomos no Hopi Hari, no encontro de todos os Integrais. Eu fiquei com a Bi, a Juh, a Tai e a Gabby's, andamos e nos divertimos juntas aquele dia. E finalmente fui ao Looping, no Skycoaster e na Montanha Russa. No Skycoaster, foi eu a Juh e a Tai. Foi um dos melhores momentos da minha vida. Nós iríamos saltar a 1:30 da tarde. Chegamos lá, entramos e colocamos o equipamento. Fomos para a área de vôo. O skycoaster é tipo um Bung Jump gigante. O cara começou a subir o treco. Mais de 90 metros de altura, e só 2 não eram em queda livre. 120 km/h. Chegamos lá em cima, e era a Tai que ia puxar a cordinha. Ela falou: vou contar até 10. A Juh tava morrendo de medo, e eu dando muita risada. No 3 ela soltou. Haja coração. Mas apesar de tudo, foi MUUUUUUUUUUITO BOM.
JULIANA DE GENARO PAULO: bem, a Juh entrou na escola ano passado também, junto comigo. Mas ano passado eu nem falava direito com ela. Comecei a ter mais contato com ela no finalzinho do ano, quando tínhamos um trabalho de geografia, sobre as ilhas Palau. Ficávamos zuando. A gente conversava mais mesmo era pelo MSN. Inventávamos histórias sobre o Chuck, e ela me dizia que tinha medo dele. Dávamos muita risada. Então ela me convidou para o seu aniversário, e nos aproximamos mais ainda. Cada dia fomos criando mais intimidade, e eu sempre disposta a ajudar ela. Eu comecei a desabafar com ela, e ela comigo. Geralmente a gente saia bastante. Convidei ela e a Rafa para dormirem aqui em casa, e foi muito bom. Tudo isso só facilitou para que ela virasse uma das minhas melhores amigas. A Juh também joga tênis, só que ela faz tênis lá no Indaiatuba Clube, popularmente conhecido como Indaiá. A Juh tem um corpo muito lindo, é muito sincera, tem cor de chocolate, e recentemente fez progressiva no cabelo. Fui com ela junto no cabeleleiro! (risos). Ela anda comendo demais ultimamente, e vivo falando para ela diminuir, mas ela nunca me escuta! (risos). A Juh tem um irmão, o Erick (Gordinho), que também já estudou bastante, e eu o considero muito.
RAFAELA BONATTO: Na verdade a Rafa tem mais um sobrenome, mas provavelmente eu iria escrever errado, daí ela iria brigar comigo! (risos) Eu já conversava com a Rafa ano passado, eu já dormia na casa dela, e a gente saia, mas não era nada grandioso. Mas esse ano, a gente começou a se falar muito, demais, comecei a ir muito na casa dela, começamos a sair muito juntas, começamos a ter mais intimidade. A Rafa já fez vários processos químicos no cabelo, e ele ficou liso. A risada dela é cômica. A Rafa tem uma irmã, a Bebel, que já tem um filho, o Gustavo. Ele é muito fofo. A Rafa é linda, tem um par de olhos verdes maravilhosos. É engraçada, sincera, e muito irônica. Agora nas férias vai se mudar para um condomínio muito máster. A Rafa não pratica nenhum esporte, mas faz Jazz. Ela sempre me escuta, e confio muito, mais muito mesmo nela.
Eu sempre impliquei com o meu cabelo. Sempre pedi para alisar, porque ia ser mais prático, mas minha mãe nunca deixou. Até que uma luz iluminou a cabeça dela, e ela me deixou fazer relaxamento. Eu fiz no final de março. Mas não alisou, então fiz o alisamento. Meu cabelo ficou lindo, maravilhoso. Ele ficou como eu sempre quis. Minha mãe, no final de abril, foi para Curitiba, visitar a tia Gi, uma amiga dela. Eu fiquei com meu pai, em casa. Foi uma grande oportunidade para a gente se aproximar mais. No final de semana, enquanto minha mãe estava viajando, em um sábado, a Jaque convidou eu e a Leka para ir à casa dela. E a noite nós iríamos para o shopping. Mas a louca da Leka ligou para a casa da Rô, e estava tendo ensaio da banda, e chamou ela, o Vitral e o Renan. A Rô não foi. Mas o Vitral e o Renan foram. Eu não aproveitei nada do passeio, porque eu tava muito nervosa. Mas no shopping não tinha acontecido nada, então fui relaxando. Mas do nada, na volta, o Vitral fala. Todo mundo troca de lugar e tal. Do nada eu fui parar do lado do Renan. Do nada ele: "Vitral, dá a blusa, dá a blusa". Daí acabou rolando. Depois disso, as coisas entre eu e o Renan ficaram mais frias, acho que ele não gostou de ficar comigo, ou ficou comigo porque o Vitral não parava de encher o saco dele, ah, eu não sei. Mas eu sempre tive esperanças que ele gostasse realmente de mim. Mas eu estava enganada. Daí a estima vai lá embaixo, e tu fica se sentindo o cocô do cavalo do bandido. Ah, mas antes disso, tinha aparecido outro guri em minha vida. O Guilherme, o irmão da tia Thaisa. Ele namorava uma guria do Integral, mas que estava na $7^{\circ}$ série. Ele me achou bonita em uma foto, me adicionou no Orkut, e pediu meu MSN. A gente começou a conversar, a namorada dele acabou tudo, e ele desabafava comigo. Eu acho que comecei a gostar dele, mas acho que era impossível a gente ficar junto. A tia Thaisa dava a perceber que ele queria me ver, que ele também sentia alguma coisa por mim. Mas nem deu tempo de rolar alguma coisa. O safado já esta namorando de novo! (risos). 95
Tive um aniversário em maio, o da Gabi Nicoletto. Foi muito engraçado, e lá conheci meu único amigo quase gay (ele é aquele tipo de guri que finge que é gay, só pra ficar perto das gurias), o Vinícius. Muito engraçado ele. Também teve o aniversário do meu pai. Meu pai ganhou uma viagem da empresa, para um resort na Bahia, no início de junho. Meus pais foram felizes da vida para lá, e eu fiquei na casa da tia Fê. Estava combinado que eu dormia na tia Fê, ela me levava para a escola, eu almoçava na Juh, e eu a acompanhava nos programas dela. Fomos ao clube, no cabeleleiro. E na sexta, a Rafa tinha chamado a gente para ir à Festa Junina do Indaiá. Fomos, e foi muito bom. O Renan também foi, e eu tinha esperança que rolasse alguma coisa. Mas no Sábado, eu reclamando da vida para a Jaque, e ela vem e fala: Lau, o Renan gosta de mim. Eu fiquei em choque. Eu já esperava isso. Falei que eu queria ver ele feliz, e que eles eram para serem felizes. Estou esquecendo ele. Não vale apena sofrer! E existem milhares de guris melhores que ele. Mas é difícil. Veio a Festa Junina do Integral. Eu trabalhei no correio elegante e na barraca de algodão doce. Foi muito bom, muito gostoso. Eu vi o Davi, que já fazia um tempo que eu não o via.
As férias estavam chegando. Só tinha mais uma semana de aula, e então, férias. 1 mês no meio do ano não é nada mal. Para recuperar as energias, se preparar para nossa viagem de formatura e nossa formatura. A última semana de aula foi muito zuada. Na sexta feira, só foram 11 pessoas, e ficamos conversando e ouvindo música. Na quinta feira, uma tragédia aconteceu. Michael Jackson, o rei o pop, morreu. Na sexta, ele era meio que o assunto de tudo. Sexta. Férias! No sábado, eu, a Rafa, a Jaque e a Juh fomos na Festa Junina do Objetivo. Depois elas dormiram lá em casa. Pretendíamos ficar até tarde na festa, mas meu pai deu piti e a gente voltou cedo para casa. Mas valeu a pena, e nos divertimos muito. Eu também briguei feio com a Sartori. E ainda por subnicks de MSN. Ela já tinha me provocado, e acabamos brigando. Eu as vezes me sinto culpada, porque já fui muito amiga dela, e tenho medo de estar sendo falsa. Mas não me arrependo de nada que eu disse. Desabafei com a Thatá um dia desses, e ela disse que a Bi também mudou muito, e eu não tenho motivos para me sentir culpada. Ah, que saudades da Thatá. Como dá para perceber, eu tenho um monte de melhores amigas. As principais que são a Rafa a Juh, a Tai, a Jaque e a Thata. Mas como a Juh sempre diz, existem as melhores, as bests, e as amigas... cada uma única e especial. Acho que essa coisa de Best's, melhores amigas e amigas, não desvaloriza a importância de cada uma. Acho que cada posto tem a diferença de intimidade e confiança. Mas eu amo todas demais, e vivo muitas situações com cada uma. Minhas amigas são únicas, e são pra mim, as melhores do mundo.
Eu fiquei muito decepcionada comigo mesmo por ter brigado por subnicks com a Sartori, porque isso foi muito infantil. Então mandei um depoimento por Orkut, dizendo um monte de coisas. Ela viu, e deve ter concordado comigo. Bem, eu estou em férias. Ontem, no sábado, fui ao Brás em São Paulo, com a tia Fê, a Tia Thaisa, com minha mãe, e umas amigas do trabalho da tia Fê, comprar roupas. Nunca vi tanta muvuca, tanta gente feia. E eu tenho pânico de multidão! (risos). Mas foi legal, e foi uma aventura e tanto. Aliás, queria ressaltar a importância da minha família que eu criei aqui em São Paulo. Por isso, vou fazer um capítulo só para eles. (risos)
Família
Fernanda, Anderson, Mônica, Sílvio, Thaísa, Márcio. São casais! (risos). Cada um trabalha em uma coisa, fazem coisas diferentes. Mas tem uma coisa em comum. São meus tios postiços! (risos) A tia Fê e o tio Anderson foram os primeiros que eu conheci, pois eles que ajudaram meus pais a procurarem casa pela região. Mas já tinha conhecido eles em Blumenau, mas foi aquela coisa superficial. A tia Mônica, o tio Sílvio, o tio Márcio, e a tia Thaísa nós conhecemos pela tia Fê. O tio Sílvio me deu aulas de tênis, e evolui e aprendi muito. Mesmo eles não sendo do mesmo sangue que eu, mesmo eles não terem me acompanhado desde pequenininha, eles estiveram em outros momentos importantes comigo. E sem eles, acho que eu, meu pai e minha mãe não seriamos nada.
A tia Fê tem dois filhos, a Dudinha (4) e o Lipe (6). Eles são lindos. A tia Mônica está grávida, e a tia Thaísa e o tio Márcio iram se casar em novembro. Eles também iram estar na minha formatura, outro momento muito importante. Gostaria de prestar uma homenagem ao tio Márcio, sua mãe acabou de deixar o mundo dos vivos. Fui ao velório, foi o primeiro velório que eu fui na minha vida. Foi triste, uma sensação muito estranha. E por último, queria dizer: Fernanda, Anderson, Dudinha, Lipe, Márcio, Thaísa, Sílvio e Mônica, eu amo tanto vocês que palavras nunca vão conseguir expressar todo esse amor.
E já que estamos falando de família, queria falar da minha mãe e do meu pai. Mesmo eu não tendo um relacionamento muito bom com meu pai, ele me irrita muito as vezes, e pega demais no meu pé (risos), eu sei que ele quer o meu bem, e queria dizer que amo muito ele também, mesmo que a maioria das vezes não pareça!(risos) E a minha mãe mala máster (risos), é tudo e mais um pouco para mim! Ela sempre está comigo, e mesmo que seja mala de vez em quando, nunca vou conseguir agradecer por ela ser minha mãe! É a melhor mãe do mundo.