Mudança

Bem, para mim toda aquela vida em que meus amigos, primos e familiares estavam presentes era perfeita. Chimarrão e churrasco todo dia, todo final de semana. Mas meus pais queriam coisa melhor. Não queriam viver para sempre naquela mesma casa, naquela mesma vida. Queriam crescer. E queriam me dar uma qualidade de vida melhor. Então, no ano de 2000 para 2001 a minha vida mudou radicalmente. Meu pai trabalhava na empresa do dindo Pablo e do meu avô (Ferramentas Germânicas), e foi indicado por um amigo para ir trabalhar na Fujiwara, em Apucarana, no Paraná. A proposta era boa, um ótimo salário. Meu avô (Romaldo) e minha avó (Margarida) não queriam que nós nos mudássemos. Arriscamos. Antes da mudança, ainda fizemos uma festinha pro meu aniversário de cinco anos. Foi na Pinguinho de Gente mesmo. Foi meio que uma festa de despedida também.

Meu pai foi seis meses antes para Apucarana. Ficou morando seis meses em um hotel, o hotel Royali. Depois de seis meses fui eu e minha mãe para Apucarana. A primeira coisa que eu me lembro quando cheguei à rodoviária era que eu estava passando mal, desci do ônibus e vomitei. Que chegada marcante, hein? Ficamos naquele hotel em que meu pai estava morando. À noite fomos jantar no shopping. Eu me lembro que fomos ao playground e tinha um lap top de joguinhos da Pocahontas. Eu imagino que estava assustada por mudar de cidade, não ver meus primos e amigos por algum tempo. Depois de tudo resolvido, alugamos uma casa em um bairro bem tranqüilo. A nossa casa era de tijolo a vista. Tinha um pequeno gramado na frente, com uma árvore de primavera no canto do muro. Tinha algumas cercas vivas, mas quando chegamos à casa meu pai havia cortado elas, e estavam horríveis. Havia a garagem, e a esquerda a porta de entrada. Quando entravamos, víamos a sala de televisão, seguíamos reto e havia um corredor. Havia três portas a esquerda: um quarto, um banheiro, e outro quarto. Do lado direito havia outro quarto e então a cozinha. Da cozinha havia uma porta que dava para os fundos da casa, a lavanderia e uma dispensa. Era uma casa pequena, mas confortável. Foi nessa casa que eu tive a minha primeira cachorrinha: A Lilica. Era uma Cocker caramelo, coisa mais linda. Sempre pedi um cachorro pros meus pais, mas sempre morávamos em apartamento. Quando nos mudamos, foi a chance de escolher uma casa, para eu ter uma cachorrinha. Eu gostava muito dela. Ela era muito carinhosa e fofa. Ganhei-a perto do Natal. Estava feliz da vida.

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