A adaptação- parte 2
Chegou o dia de eu ir ver a escola. Fui às particulares de Blumenau. Nunca estudei em escola pública. A primeira escola que eu fui ver meio que cogitaram para mim, uma indicação foi o Bom Jesus, mas era absurdamente caro. Logo descartamos. Depois veio o Sagrada Família, até que fomos ver uma escola estadual. Nunca mais pisei lá!(risos) Até que fomos à Barão. Eu me apaixonei por aquela escola. O coordenador nos recebeu- ele chamava Irineu; e meu pai meio que chorou um desconto. Apresentaram a escola para nós. Obrigaram-me a entrar na sala, para ver o pessoal. Me deu muita raiva, porque eu tinha pedido que não queria entrar na sala. Eu tinha vergonha. Decidimos que eu iria estudar ali, na Barão. Iria começar as aulas depois das férias. Eu tava ansiosa, é claro. Quem não iria ficar ansioso, pois meio que eu iria ser o centro das atenções, porque eu iria ser a única nova a chegar na escola depois das férias. Eu estava mega feliz também, porque adorava ser o centro das atenções. Na Barão, os cadernos até a $5^{\circ}$ série eram a própria escola que dava. Eu fiquei meio decepcionada, mas tudo bem. A Barão, para mim foi uma das melhores escolas que eu já estudei, acho que a melhor até. Era uma escola que valorizava demais o talento nos esportes. Um quarteirão dava a escola inteira, com três andares. E o quarteirão da frente era o ginásio da Barão, com direito a passarela, duas quadras poliesportivas enormes, arquibancada móvel, quadra de areia, e algumas salas para as aulas de xadrez, dança, e por ai vai.
Nós procuramos no início uma van para me levar e buscar, já que eu ia assim em Apucarana. Lá em Blumenau eles chamam van de topique. Nome engraçado, não? (risos). Era o Valmir, o tio da topique. Eu amava ir de topique, era o must! Chegou meu primeiro dia de aula. A aula começava às 13h30min, mas o Valmir me buscava ao 12:30. Mas no primeiro dia meus pais me levaram na aula. Eu tava nervosa. Fui com o uniforme normal, mas com um All-Star rosa muito master. Eu cheguei à sala, minha mãe falou com a professora, ela se chamava Heidi. A professora me apresentou a sala, eu falei de onde era, e me sentei. Ela me fez sentar bem no meio do Lipinho e da Ana. Foi engraçado, porque assim era uma forma de fazer amigos. Eu me adaptei bem. Já fiz amigos no primeiro dia. Todo mundo ia falar comigo, pra me conhecer e tal. A minha primeira amiga foi a Thalita. Mas depois me afastei dela (é a maldição dos primeiros amigos-risos). Mas a amiga que mais me deu trabalho para cativar foi a Ana. Mas que guria difícil! Comecei a pedir a borracha para ela emprestada, para pelo menos falar com ela. Até que ela chegou e me deu uma borracha! (risos) Mas a gente se acertou bem. Ela é uma das minhas melhores amigas até hoje, e a mãe dela e o padrasto dela se dão muito bem, tanto que o Ano novo passado eles passaram com a gente. E acho que depois de tudo que eu fiz para ela gostar de mim, ela reconheceu, e me convidou para seu aniversário. Era na Blu Pizza, a melhor pizzaria do mundo inteiro!(risos) O aniversário foi do Bob Esponja. Foi muito legal, e o Dedé estava na pizzaria, então pedimos autógrafos à ele. Foi uma noite muito legal.
Mas chegou uma guria nova, a Maitê, e toda a minha fama e brilho foi desviada para ela! (risos). Mas eu me dei muito bem com ela. Aliás, eu me dava muito bem com a minha sala inteira. A guria mais popular era a Dudinha. E o guri mais popular era o Denner. Ah, eu morria de amores por ele! No aniversário de Blumenau, todos os alunos da Barão tiveram que desfilar como colonos! (risos). Descobri que uma colega minha, a Fernanda (Fê), morava na minha rua, mas só que no começo dela, Viramos muito amigas por causa disso, e como a Ana, virou uma das minhas melhores amigas. A Tia Isolda (aquela, que foi a minha babá, lá em Santo Angelo), veio nos visitar em Blumenau. Lembro que na bagagem dela tinha muita comida! (risos) Lembro que até brincamos com ela, dizendo que ela achava que aqui não ia ter o que comer. Logo, eu entrei no grupo folclórico da escola. Nós desfilávamos na Ocktoberfest. A Ana, a Fê, a Dudinha, a Letícia, e mais um monte de amigas minhas participavam. A Letícia tinha feito uma festa de aniversário, tinha muitas coisas legais lá, e foi um monte de amigos. Um dia depois do aniversário dela, nós íamos dormir na escola. Foi um grande desafio, mas foi muito bom também.
Meu aniversário estava chegando, mas antes dele aconteceu uma coisa horrível. Eu já estava de férias, e a alguns dias a Lilica estava meio que abochada. Descobrimos que ela estava doente, e tratamos, mas nada resolveu. Fui ao hotel fazenda mega master com a Carol, nos divertimos demais, mas quando eu voltei uma surpresa. Meus pais estavam me esperando, quando cheguei em casa eles estavam com uma cara de tacho. Perguntei pela Lilica, minha mãe foi lá para dentro e trouxe o colarzinho de identificação dela. Sentei em uma cadeira, e comecei a chorar. Foi um dia feliz, mas um final de tarde triste. Mas a noite fomos ao shopping, e eu comi no Mc Donald's. Isso foi bom.