Bebê a bordo
Minha mãe ficou grávida. Foi uma felicidade só! Depois de cinco anos de casamento, eles iam ter um filho! Imagine: ganhar um filho e se acostumar com uma nova rotina não deve ser nada fácil. E eu ainda fui um pouco apressadinha para nascer. Era para eu nascer em janeiro de 1996, mas, apressada, nasci antes, com oito meses.
Então, numa segunda-feira, em Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, no dia 18 de dezembro de 1995, eu vim ao mundo! Era um dia quente, muito quente, extremamente quente. Pelo jeito, era o dia mais quente de todo dezembro. Minha mãe teve que fazer cesariana. Às 18h30, eu chorei pela primeira vez. O parto inteiro deu certo, sem nenhuma complicação. Depois de três dias, voltamos para casa.
Geralmente são as mães que ficam com depressão pós-parto. Mas isso aconteceu com meu pai. A partir daquele dia, ele tinha uma criança, uma filha para criar. E ficava pensando se ia conseguir me sustentar. No começo, imagine como eles estranhavam de ter que acordar no meio da noite para me dar de mamar. E eu não chorava, eu berrava! Ainda teve uma época em que eu tive refluxo. Mas depois, tudo ficou bem. Ah, não posso esquecer esse detalhe: quando o dindo Miollo e a dinda Miolla foram me visitar no hospital, adivinha o que eles me deram de presente? Deram o enxoval inteirinho do Grêmio para a minha idade: blusinha, toalhinha, bolinha, meia... enfim, tudo!
Meus primos, o Rafa e o Matheus, também foram me visitar. O Rafa é só três meses mais velho que eu, ou seja, temos praticamente a mesma idade. A gente meio que cresceu junto.
Logo após meu nascimento, meus pais continuaram a faculdade de Direito e a trabalhar. Por isso, eu precisava ficar com uma babá. Então, até os dois anos de idade, eu ficava com duas babás. Uma era uma moça de 17 anos, baixinha, gordinha e morena. O nome dela era Denise. Ela cuidava de mim durante o dia, enquanto meus pais iam para o trabalho. A outra se chamava Isolda, mas até hoje eu a chamo de Tia Isolda. Ela cuidava de mim à noite, enquanto meus pais estudavam.
Minha mãe terminou a faculdade em 1997, e meu pai um ano depois, em 1998. Depois disso, eu fui para a escolinha, em meio período. Mas nunca perdemos contato com a Tia Isolda, pois ela era nossa vizinha.