Depois da primeira, vem a segunda, a terceira...
Depois da primeira série veio a segunda série. Eu acabei ficando na segunda série B, com a professora Cristiane. Ela era muito legal. Uma vez, para ensinar uma matéria de ciências, nos levou para sua casa e mostrou sem jardim. E quando tudo acabou nos ensinou a jogar sinuca. Foi bem divertido. Nesse ano, a Amanda tinha caído na mesma sala que eu, mas como ela não gostava da professora Cristiane, ela mudou para a segunda série C. No início eu fiquei bem chateada, porque achei que ela não queria estudar na mesma sala que eu. Mas imagino que entendi. Continuei com os mesmos amigos na segunda série. Minha mãe dizia que eu parecia a Bruna Marquesini. E eu parecia mesmo. Mas tinha uma amiga minha, que também parecia com a Bruna Marquesini. E o nome dela era Bruna. Coincidência, não? Na segunda série eu continuei a gostar do Eduardo. Só pra tu ter uma idéia, eu era obcecada por ele. Nos meus diários da época, em tudo estava escrito: "ah, eu amo o Edu e ele me ama" (risos) Também fiquei cada vez mais unida com a minha turma. É que com o tempo vamos ficando mais unidos, e compartilhando mais coisas. Mas na segunda série, armaram uma pra mim. As amigas que eu mais considerava escreveram uma carta fingindo que era o Eduardo, e me entregaram. Na carta dizia para eu parar de ser caprichosa, que fizesse isso por ele como prova de amor, e me chingaram também. Eu estava descendo as escadarias e lendo aquela carta. Eu, como nunca tinha passado por nada disso antes, joguei a carta fora e fui reclamar para a professora. Sem provas? Sim, sem provas. No final elas acabaram confessando que foram elas que escreveram. Mas não fiquei com rancor não... Na segunda série eu também comecei a fazer xadrez. Mas como o xadrez era depois do horário de aula, e eu estudava de tarde, ficava muito tarde.
A Amanda tinha ganhado um cachorro, um labrador, O nome dele era Hulk. Aquele cachorro destruía tudo, tudo mesmo. Mas nós nos divertíamos com ele, o fazendo de cavalinho! (risos) É, nos montávamos nele! Eu também participava de todos os festivais da escola. Uma vez, fizeram um festival de esportes, e eu participei na corrida de 1000 metros e do salto em distância. Ganhei prata na corrida, e nada no salto em distância. Eu só não cheguei em 1° lugar porque uma guria gigantona com estilo de girafa passou na minha frente!(risos) Também, uma vez a Tassany foi dormir na minha casa. Na segunda série tinha entrado uma guria, a Ana Paula. Ela era nossa amiga, mas ela fofocava de tudo e de todos (pelo menos é isso que está escrito em meus diários-risos). Então, eu e a Tassany fizemos um plano contra ela! Mas ele nunca foi executado.
Os meus finais de semana eram divertidos. Eu vivia grudada com uma amiga, a Mariana, que era vizinha de casa. Com sete anos, eu havia me mudado para a casa ao lado da minha. Era muito maior do que a anterior, era uma casa cor de rosa, com um gramado gigante na frente de casa. E uma descidinha de rampa, e no meio das duas rampas, uma escadinha minúscula com 30 degraus. No mesmo ano, mudou uma garota para uma casa amarela na frente da minha casa, a Mariana. Eu ia brincar com ela todos os dias depois da escola, mas a gente aproveitava mesmo era nos finais de semana. Logo ela se mudou, mas para a rua de cima. E ela continuava a ir à minha casa. E eu na dela. Ela era um pouco mais baixinha do que eu, cabelos escuros cortados na altura do ombro, e ela tinha uma mecha descolorida do lado esquerdo da cabeça. Ela dormia direto na minha casa, às vezes a mãe dela se esquecia que tinha uma filha, de tanto que ela vivia lá em casa. Nossa casa tinha um quartinho nos fundos, onde era o quarto de brinquedos. Lá, nos fazíamos a super, hiper mega casa de Barbies. E brincávamos... Teve uma época em que eu comecei a fazer bijuterias, e ela me ajudava, e nos finais de semana saiamos vendendo pela vizinhança. Era muito gostoso. E sim, ganhávamos dinheiro. Também fazíamos shows, inventávamos coreografias e cantávamos em todos os finais de semana. Depois a noitezinha, apresentávamos para a vizinhança. A Amanda tinha ciúmes da Mariana. Isso, sem dúvida é FATO.
Como minha casa era grande e espaçosa, eu fazia muitas festas nela. Chamava minhas amigas e rumo à diversão. Ainda mais no Dia das Bruxas, minha mãe fazia aqueles doces, que as receitas vinham na revista Recreio, criávamos brincadeiras e fazíamos festa. Quando a pessoa não tinha fantasia para vir, nos inventávamos para ela uma na hora. Fizemos dois Dias das Bruxas, em dois anos seguidos, e além de tudo desfiles de fantasias, ou mesmo só festinhas de aniversário. Todas as minhas festas de aniversário eram em casa. E minha mãe fazia cada coisa gostosa. No meu aniversário de sete anos, foi uma das minhas melhores festas! Minha mãe alugou uma máquina de dança, e dançamos muito. Faziam disputas para ver quem dançava mais. No outro dia, a máquina de dança ficou em casa, e eu e minha mãe começamos a dançar em casa. Mas eu ficava brava porque ela dançava melhor, então briguei com ela. Existe um vídeo disso. Espero que ninguém veja aquele vídeo. Antes do meu aniversário de oito anos, a Mariana ficou 1 semana dormindo lá em casa, até o meu aniversário. Foi muito bom, e divertido!
Bem, com oito anos estava feliz da vida. Meus filmes preferidos eram A Múmia, e o Retorno da Múmia (risos). Eu era fissurada pelo Egito. Eu estava pronta para ir para a terceira série, feliz por ter ficado mais velha, e ansiosa para comprar o material novo, que a maioria das vezes era da Barbie. Eu e a Amanda também estávamos escrevendo um filme, e estávamos prontas para começar a gravar. O nome era: "A era dos vampiros" Na terceira série minha professora era a professora Neide. Sem dúvidas ela foi uma das minhas melhores professoras. Ela era muito atenciosa e querida. Além da escola, e os amigos que eu havia feito, minha mãe estava estabilizada no seu trabalho de massagista, mesmo que fosse muito corrido, ela estava feliz com aquilo, e meu pai se destacava mais e mais na empresa dele. Eu havia me apaixonado cada vez mais pelo Eduardo- pra mim, ele era o homem da minha vida. Estava tudo ótimo para nós, até que uma noite, um sábado...